terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Nervoso (dos) miudinho(s)*

(Nota: se querem ver fotos de Maria Albertina, the Catwalk Superstar, é favor irem ao blog da Letrada, que a senhora é uma artista da objectiva – claro que a modelo, o sofá e a exposição solar também ajudaram, mas só um pouquinho, já que topa-se à légua que aquelas pics foram tiradas com muito amor)


Há coisas que me deixam doente. Para além dos vírus e bactérias da praxe, existem algumas situações que me agitam o sistema nervoso; felizmente, com o passar do tempo, são cada vez menos, uma vez que me tornei uma pessoa muito mais relaxada, que se preocupa apenas com o essencial e, quando não estou bem, mudo-me.

Mas esta...

Pá, sempre gostei de dizer que a nossa liberdade termina onde começa a dos outros. A frase não é da minha autoria (bolas, não posso ser responsável por todos os discursos brilhantes que por aí circulam, acho que 87% já é uma boa marca), mas adequa-se perfeitamente.

Costumo ir ao ginásio de manhã bem cedinho antes de começar a trabalhar, ou à hora de almoço. Ontem, para variar (mesmo!!!), fui ao fim da tarde. Até aí tudo bem, deu para lavar as vistas e não foi pouco, aquilo parece ser muito bem frequentado ao final do dia. Diria até que não é fácil encontrar tanto homem jeitoso por metro quadrado como vi ontem...

Contudo, eu frequento o ginásio por duas ordens de razões, a saber: fazer exercício e relaxar.
A primeira parte foi cumprida. Mas quando voltei para o balneário, estava uma menininha aos berros, a fazer uma fita como nem eu já sei fazer.**
O anjinho tinha acabado de voltar da piscina e, aparentemente, queria continuar a brincar com as bolinhas na água. Digamos que ela berrava estupidamente, não se calou por um segundo durante uma porrada de tempo (cá está outra expressão que eu gosto) enquanto era despida, banhada, secada, vestida... e depois, ainda esteve a mãe a secar-lhe o cabelo e a arranjar-se. E a chavaleca não fechava a matraca!!!

Para dar uma outra ideia da sequência temporal: entrei no balneário (ela já chorava), vi que tinha uma chamada não atendida, liguei de volta, falei com a mana e o papá (com um dedo no outro ouvido, para facilitar...) bebi água, passei exfoliante na cara, olhei em volta e vi os olhos das restantes senhoras a saírem das órbitas com os nervos em franja, ouvi uma ou outra a reclamar baixinho, enfiei-me no turco (graças ao bom sistema de isolamento, lá dentro quase não se ouvia nadinha!!!), saí e fui tomar banho (felizmente, o barulho da água a cair mitiga a sangria da bezerra). Só a seguir ao duche é que deixei de ouvir por completo a chavaleca.

Não seria muito mais fácil se a mãezinha daquela doçura tivesse pegado logo na fôfa, a vestisse à pressa e tivesse desandado dali para fora com ela antes do diabo esfregar o olho/bater a pestana (por favor, escolher a opção mais veloz)? Dava-lhe banho em casa, pá! Sim, eu sou uma pessoa que gosta de partilhar, mas há limites, ok? Para mim, isto já entra na falta de educação. É que, como costumo dizer, não tenho eu filhos, para depois aturar as birras dos rebentos dos outros?
Pior do que isso, só mesmo cenas destas em restaurantes... mas o Miguel Sousa Tavares é que sabe disso (é ver este artigo de opinião; não é dele e mete muitos assuntos à baila, mas a verdade é que, do mal o menos, prefiro comer e levar com fumo na focinheira, do que ter os ouvidos massacrados pelos berros de uma criancinha insuportável que me deixa os nervos em frangalhos e cujos pais não sabem controlar***).


Agora que vejo as coisas mais ao longe (sim, porque espero bem não encontrar a miúda nem a mãe tão cedo!!!), recordo-me de dois anúncios: o do IKEA, em que o tipo acorda e começa a berrar, para depois ficar rouco, ligar ao chefe e dizer que não pode ir trabalhar; e qualquer um da Duracel (e dura, dura, dura....livra!)

Música: Timbaland com Timberlake (ou seja: Terra da Madêra com Lago de Madeira), a pedir para serem libertados. Faço meu o seu pedido...

*- Ora cá está mais um dos meus fabulosos trocadilhos, desta feita “rated” como espantástico. Sim, que eu agora digo, menciono, escrevo e carimbo o nível de qualidade (não vá a ASAE lembrar-se de passar por aqui...). Enfim, faço a festa, lanço os foguetes, apanho as canas...

**- Atente-se no facto de eu ter aprendido a fazer fitas um pouco tarde, já quase a entrar na adolescência. Foi uma fase curta, que terminou já há bastante tempo... aí há uns 15 dias, mais coisa menos coisa.

***- Segundo rezam as crónicas (leia-se: contou-me a minha mãe), eu fiz uma fita uma vez na minha vida, quando era pequenina: atirei-me para o chão em plena Baixa do Porto, porque queria um brinquedo que tinha visto numa montra. Ao que a minha mãe diz, foi a primeira e última vez que fiz tal “gracinha”, pois ela levantou-me, chegou-me a roupa ao pêlo (e não sou traumatizada por isso, os meus traumas são outros, tá?) e seguimos caminho. Aparentemente, aprendi. Não sou a favor da violência, nem nada parecido, mas um sopapozinho pode até ser bastante benéfico. Se não resulta, é favor abandonar o local, porque o resto do mundo não tem culpa...

12 comentários:

Rafeiro Perfumado disse...

Do meio desta linda dissertação, fiquei impressionado com a última expressão: chegar a roupa ao pêlo. Quer isso dizer que, nas minhas doces recordações de infância, sempre que a minha mãe me ia aconchegar a roupa na cama, no fundo estava a ter um acto de violência para comigo?!? Nem sabe o asilo em que a vou meter, a sacana da velha...

Allie disse...

Ai, essas belas expressões!

Concordo ctg. Se há coisa que me tire a calma é criança a armar berreiro em sitio público. Mas ainda fico pior quando os paizinhos não os calam. Espero que não me caia nada em cima daqui a uma porrada de anos!

Wally disse...

Chiça. já estava mesmo a ver-te a chegar a roupa ao pêlo da criançinha chorona, e depois ainda lhe atiravas a Tininha de unhas em riste para dentro do fato de banho!!! Então, temos que cuidar das novas gerações, até por são elas que nos vão pagar a pensão :)

Jokas

Wally

Marta disse...

E dizer à criancinha para ir lá fazer as bolinhas na água e depois afoga-la, não?

AEnima disse...

Não suporto essas birras, mesmo. A tendência da educação moderna é deixá-los fazer as birras e ignorar, como se tudo estivesse bem... pior é para os que aturam! Andei umas semanas a passear como guia turístico com um casal com putos e jurei que nunca mais!

Diabba disse...

Recomendo que leves sempre no saco um rolo de adesivo!

E já agora algemas... para não poderem retirar o adesivo. ;)

beijo d'enxofre

Anónimo disse...

Minhas queridas é fácil de dizer,mas dificil de controlar,tive um filho que quanto mais lhe chegava a roupa ao pelo mais ele ficava impossivel,e neste momento tenho uma neta que é ainda pior,o médico diz para não ligar e desaparecer, a mãe não tem coragem,mas,comigo ela não brinca, abandono a fera vou para outra divisão e ela acalma logo e vem ter comigo e dá-me um beijo muito de fugida na minha perna,mas por vezes é mesmo impossivel,são nervos e miúdos que querem o mundo só para eles,é dificil lidar com a situação,é preciso uma grande dose de paciência,só quem tem filhos assim pode compreender.Fifi

Allie disse...

Fifi

Tenho o exemplo de um amigo, que prometi seguir se um dia tivesse filhos. Quando o puto começava a fazer asneiras, ou birras, o pai dizia-lhe assim:
- Se voltas a fazer isso, vamos embora.
Dito e feito, o puto não ligava, e ele, quer estivesse na praia ou num restaurante, agarrava nele e vinha embora, depois metia-o no quarto sem televisão nem brincadeiras. Bastou-lhe 3 ou 4 vezes. Hoje, está à vontade em qq lado. Custa, sei que custa, mas às vezes é necessário. O mal, muitas vezes, é qd o pai diz Não e a mãe diz sim. Os miúdos abusam logo.

Actriz Principal disse...

Rafeiro,
Vá lá, não sejas assim... uma coça por dia, dá saúde e alegria! Torna-nos rijos, duros e preparados. Logo agora, que a tropa já nem é obrigatória nem nada...

Allie,
E se cair, promete que dás de frosques com ela do sítio público... antes que comece!

Wallie,
Claro que faria tudo isso! Afinal, porque é que achas que tenho deixado a gata crescer a unhaca? Para a cravar no sofá, não?
Há que dar uso... e já dizia o outro: quem não tem cão... caça com Tininha!

Actriz Principal disse...

Marta,
Ainda que me sinta tentada, muito tentada, a concordar... pá, não posso.
Bolas!

Aenima,
Tocaste num ponto fundamental: quando a família inteira vai à nossa casa, as pestinhas são largadas assim ao desbarato e não se fazem rogadas em mexer em tudo como se estivessem na sua própria casa. Dou em doida, mas isso tem uma explicação: quando era miúda (mas mais velha que os putos filhos das visitas), para além de tomar conta da criançada, ainda tinha de arrumar a cagada que faziam.
Enfim, cenas que me ficaram de Angola... (adoro esta expressão!!!)

Diabba,
Sim!!! E uma corda para os atar a uma cadeirinha! E um rotweiler para ficar sentadinho ao lado deles... para fazer companhia, claro!

Actriz Principal disse...

Fifi,
Ninguém está livre de ter uma pestinha durante os primeiros anos. Normalmente, à medida que crescem, tornam-se adultos muito sossegados e agradáveis. Contudo, todos vão até onde podem ir. Ou seja, e seguindo o comentário seguinte da Allie: se aprenderem que o comportamento que estão a ter é associado a um resultado que não gostam, mais tarde ou mais cedo percebem que não traz nada de bom e sossegam.
A chave está em conseguir passar a mensagem que a ameaça é credível.

Allie outra vez,
Quando for grande, quero ser como o teu amigo, ai quero quero!

Anónimo disse...

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