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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Então é por isso...

Ontem fui a uma workshop de PNL. Se quiserem saber mais sobre o assunto, podem ir aqui.
Não sendo um tema novo para mim, ainda que não tenha aprendido muito, foram momentos agradáveis e gostei bastante.

Recordei que o nosso inconsciente não processa a palavra “NÃO”. Quando alguém diz “não penses num elefante cor-de-rosa!” ... bom, acho que não preciso de dizer mais.

Na prática, o objectivo passa um pouco por reformular a linguagem, a forma como falamos para nós proprios (eu tenho constatemente conversas interiores absolutamente fantásticas, o que não será de estranhar, uma vez que ambas as partes – eu e euzinha – são altamente interessantes e introduzem pontos de vista, no mínimo, brilhantes). Como é simples de ver, o clássico “não posso comer doces! Não posso comer doces!” terá um efeito não desejado (a saber: propensão para comer doces) em vez de um “tenho hábitos de vida saudáveis, que incluem uma alimentação regrada”.

Ora, o momento alto daquele final de tarde deu-se quando alguém na plateia teve o excelente comentário:

- Isso quer dizer que os 10 mandamentos estão todos mal formulados! Não matarás! Não cobiçarás a mulher do próximo! Não... blablabla!

Eh pá, isso explica muita coisa!

E por aqui se vê que tenho andado a ler a bíblia. Ainda vou no Génesis*, mas aquilo está cheio de parábolas, salmos, lirismos, histórias do fantástico que até poderiam ter sido escritas pelo Homero (só para encontrar alguém mais perto desse tempo, o Camões já é muito da modernidade... e esse é para ser chateado).
* Relembro que se trata de uma obra que, por definição, é impressa em folhas muito fininhas e com letras muito pequeninas. Para além disso, o elenco ultrapassa claramente a lista telefónica de São Brás de Alportel...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Onde está a crise?

Li aqui que uma tal de FDO Imobiliária prevê o lançamento de uma dezena de centros comerciais até 2010.

Estou contra.


Primeiro, porque pode aleijar seriamente alguém. Bem me lembro, na praia, aquando do lançamento do disco, ou até na Valentim de Carvalho, aquando do lançamento de mais um CD do Marco Paulo; se aquilo era mal lançado, ainda podia abrir um lenho na testa de alguém. Agora imaginem se for um centro comercial... ou dez!!!

Segundo e último – porque não me quero alongar -, não vejo a necessidade de termos mais 10 monos onde o pessoal se pode passear em calças de fato de treino. É que para isso já existem os ginásios...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Seus unhas de fome!!!

Os mitras que gerem a cadeia de ginásios que frequento devem andar a lavar as toalhas a 80 graus, a avaliar pelo tamanho cada vez mais pequeno das mesmas.

Por este andar, não ficarei nada espantada se um destes dias, imbuídos neste espírito ecológico / de poupança, em vez de me fornecerem uma toalha de mãos e outra de banho, me entregarem uma toalhita de bidé e um lenço de papel (de duas folhas, vá).

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Prata da casa

Ora então, parabéns à nossa Vanessa, que foi nessa e trouxe a bela da medalha de prata, a primeira destes Olímpicos.

Já eu andei toda contente a trabalhar para o bronze nas últimas duas semanas...

E como desta feita não meti o pezinho em nenhuma pista de dança, deixo ao lado (há que clicar, quando é shake eu não meto em modo autoplay... enfim, eu mais a minha mania de ser delicada) musiquinha de abanar o capacete. Safa-se a parte do Kusturika...

terça-feira, 17 de junho de 2008

Tan-ta-ra-raaaaaannnn, tan-ta-raaaam!

Ontem fui ao cinema e não precisei de ligar o PDA ao messenger! (Tungas! Toma lá Diabba...)

Filme: Indiana Jones (acho que se percebeu pela melodia do título do post), com quase duas semanas de atraso.

Na prática, deveria ter ido há exactamente duas semanas atrás, mas fiquei doente.
Pela primeira vez na vida meti baixa e espero sinceramente que tenha sido a única: detesto estar enferma (que rica novidade...) e não gosto nada de faltar ao trabalho.
Para além disso, fui burra até mais não poder e arrastei-me até ao centro de saúde da minha área, que fica a cerca de 8-10 metros da porta do meu prédio (caso contrário, juro que teria ido directamente a um hospital privado... sempre a aprender...).
Se não estivesse doente, teria ficado mal tivesse metido o pé na porta do dito centro, quanto mais não fosse porque tanta estupidez concentrada em tão pouco mulherio deixa-me a ferver. Enquanto aguardava impacientemente (estava com 38,7º de temperatura, ok? Eu sou género cobrinha: temperatura baixa e língua afiada) a minha vez para marcar consulta, pude verificar que a alocação* de recursos no nosso país está, de facto, muito mail conseguida. Cá para mim, é consequência da falta de mobilidade no trabalho, fruto da pouca flexibilidade das leis laborais. Senão, vejamos:


- Um dos monos da secretaria com forma mais ou menos de gente mantinha um diálogo com uma paciente com bem mais paciência do que eu (velhota, quer atenção, já se sabe) sobre o facto de ter ido àquele centro de saúde e não ao da sua área de residência. Seguiu-se discussão sobre os autocarros e respectivas paragens, com várias hipóteses de entradas e saídas. Moral da história: a burra da funcionária deveria era trabalhar no guichet das informações sobre as linhas da Carris.


- Como em qualquer serviço público que se preze pouco, constatei o clássico duas-funcionárias-juntas-a-fazerem-o-trabalho-de-meia. Meia porque se fosse só uma já levaria quase o dobro do tempo e as duas juntas ainda têm o condão de se atrapalharem mais... eu creio que há um nome para estas coisinhas... entropia, será?... encontrei um melhor: asinice**! Após terem atendido um geriátrico, em vez de chamarem o desgraçado seguinte (e eu a arder em febre, lembram-se?) ficam feitas burras a olhar para um palácio, sendo que desta vez o palácio era o monitor do computador, procurando resolver sei lá o que seria, mas que seguramente poderia ser tratado quando a fila fosse substancialmente mais curta. Fiquei com a impressão que estariam a ver um filme, daí achar que estariam muito melhor como críticas de cinema do que como empata-de-centro-de-saúde.


Ora, cinema, pois, era sobre isso que ia escrever, certo?
Bom, gostei do Indiana Jones. Fechou-se um ciclo, a coisa acabou em bem (olha olha, outra expressão linda!!!), fica a aberta para novas aventuras com outras personagens, o homem assenta... e tal...
...mas admito que em certas alturas fiquei com dúvidas: estaria a ver o Indiana Jones ou os Ficheiros Secretos?


E já que ando a enfiar umas nas outras, deixo uma das músicas da banda sonora do filme dos Ficheiros Secretos: Walking After You, dos Foo Fighters... letra poderosa, hein?


* Sim, alocação existe na nossa língua! É ver aqui.
** Já para este caso não garanto que a palavra exista, ainda que já a tenha encontrado. Contudo, para o caso, ilustra na perfeição, vão por mim...

terça-feira, 27 de maio de 2008

Afinal o filme também era meu!

Como tem estado de chuva*/** e eu tenho medo de ganhar ferrugem não tendo ainda dado um ar da minha graça na Feira do Livro, ontem fui ao cinema, com a melhor prima do mundo. My blueberry nights é, definitivamente, um filme a ver e os motivos são vários.

O principal, para mim, foi este:

* Mais uma expressão que eu gosto!

** Alguém pode explicar ao São Pedro que falta menos de um mês para o Verão começar? É que acho que o santo anda um pouco perdido no tempo... e com o tempo!

Música: The penalty, dos Beirut. Não tem a ver com o filme, mas estou fascinada com o CD!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Avisos aos paroquianos

Recebo cerca de 350 mails da treta por dia; a maior parte vai directamente para o caixote do lixo, sem direito a ser aberto. Enfim, uma morte rápida e indolor por via da indiferença.

Não obstante, hoje abri um com uma apresentação em powerpoint que transcreve avisos afixados na Igreja paroquial de Belmonte. De acordo com os autores da apresentação, todos eles são reais, escritos com muito boa vontade e muito má redacção.

Como eu acho que boa vontade é algo que falta a muita gente, deixo aqui transcritos– como mostra de boa vontade, neste caso por via da partilha – os ditos avisos, com direito aos meus próprios comentários (mas isto não se deve à boa vontade: é mesmo porque não resisti).


Para todos os que tenham filhos e não o saibam, temos na paróquia uma área especial para crianças.

(Pessoal mais distraído… também, ninguém avisa!)

Quinta-feira que vem, às cinco da tarde, haverá uma reunião do grupo de mães. Todas as senhoras que desejem formar parte das mães, devem dirigir-se ao escritório do pároco.
(É que o pároco tem um PhD em “como ser mãe”. E gosta de partilhar...)

As reuniões do grupo de recuperação da autoconfiança são nas sextas-feiras, às oito da noite. Por favor, entrem pela porta traseira.
(Lindo. Lindo!!!! Liiiiindo! )

Na sexta-feira às sete, os meninos do Oratório farão uma representação da obra “Hamlet” de Shakespeare, no salão da igrja.
Toda a comunidade está convidada para tomar parte nesta tragédia.

(E assim se castram as veias artísticas da criançada: arrasando com críticas ainda antes que comece. Na minha terra, chama-se: cortar o mal pela raíz.)

Prezadas senhoras, não esqueçam a próxima venda para beneficiência.
É uma boa ocasião para se livrarem das coisas inúteis que há nas suas casas.
Tragam os seus maridos!

(Claro! E há lá coisa mais inútil em casa do que um marido? Só mesmo o Galo de Barcelos! Mas esse tem valor sentimental...)

Assunto da cataquese de hoje: “Jesus caminha sobre as águas”.
Assunto da catequese de amanhã: “Em busca de Jesus”.
(Deveriam acrescentar: trazer escafandro, pés de pato,...
Assim como eu tenho imensa pena que o Santo António tenha morrido sem me explicar como se desenvolve o dom da ubiquidade, creio que Moisés não terá explicado bem a Jesus aquilo de separar as águas, e caminhar sobre líquidos... e tal...)

O coro dos maiores de sessenta anos vai ser suspenso durante o verão, com o agradecimento de toda a paróquia.
(Se a minha avó lesse isto, já estava a dizer que no tempo do Salazar não era esta rebaldaria, que havia respeito pelos mais velhos. Deverei concluir que os mais velhos poderiam fazer o que quer que fosse, incluindo cantar durante todo o Verão? Vou perguntar-lhe!)

Lembrem nas suas orações todos os desesperados e cansados da nossa paróquia.
(Hum... ficou alguém de fora? Não? Óptimo, não queremos aumentar a lista do pessoal que frequenta o curso de auto-estima e que tem de entrar pela porta dos fundos. Isso é que não!)

O mês de Novembro finalizará com uma missa cantada por todos os defuntos da paróquia.
(É o famoso Coro dos Anjos... ou as Vozes do Além, já não me recordo.)


O torneio de “basquet” das paróquias vai continuar com o jogo da próxima quarta-feira.
Venham aplaudir, vamos tentar derrotar o Cristo Rei!

(Peraí... e o Cristo Rei vai encestar como, se nem consegue fechar os braços?)

O preço do curso sobre “Oração e jejum” inclui as comidas.
Versão moderna da bula…

Por favor, coloquem as vossas esmolas no envelope, junto com os defuntos que desejem que sejam lembrados.
(Tá bom, mas isso só dá para os que foram cremados. E os outros?)

Na próxima terça-feira à noite haverá uma feijoada no salão paroquial.
A seguir, terá lugar um concerto.
(Garantidamente!)

Lembrem-se que quinta-feira começará a catequese para meninos e meninas de ambos os sexos.
(Olha olha, outro que adora pleonasmos! Já não estou só. Nem eu nem o Camões...
Ainda que acho que deveria ser “..meninos e meninas de ambos os dois sexos.”)
Música: Baile da paróquia, do Rui Veloso.

domingo, 4 de maio de 2008

Breaking News

Nos últimos dias, e à conta da visita da minha rica mãezinha – visita essa que me levou a comprar pilhas para os comandos das TVs (isto de escrever TV no plural até dá a ideia que apostei seriamente no audiovisual lá em casa; desenganem-se!!!) – e à conta de outras visitas... onde ia eu? Ah!, vi mais televisão numa semana do que nos 4 primeiros meses deste ano.

Contudo, devo dizer que o balanço do que vi não é nada positivo. E chego a essa conclusão pelo simples facto de sentir muito mais de perto o que se passa no mundo quando efectivamente vejo as reportagens na TV, vis-a-vis saber das mesmas através dos jornais (hardcopy e net), manchetes do dia recebidas por mail, podcasts, rádio, fofocas e discussões com colegas de trabalho e amigos, etc.

Resta a dúvida: eu é que apanhei um choque brutal e as notícias sempre foram assim não estando eu já habituada, ou o apocalipse já esteve mais longe? Deixo apenas umas notas para ilustrar:

- um ano depois, continua a falar-se do bolinho de chocolate (nome de código, para quem não lia o Desastrada e não estará a perceber do que falo e esteja curioso sobre o que estou a escrever, clique no “bolinho” e no “chocolate”, que facilmente lá chega)

- a realidade claramente superou qualquer ficção que eu alguma vez tivesse visto com esta descoberta inqualificável na Áustria; é que nem o Thomas Harris chegou a tanto nos seus famosos escritos...

- eleições no maior partido da oposição: o pessoal do Cirque du Soleil não sente a pressão da concorrência porque eles é mais acrobatas e malabaristas... e não tanto palhaços... atente-se no facto de eu estar a opinar apenas sobre dois personagens que ainda não decidiram se avançam ou se ganham juízo...


E deixo aqui A notícia de última hora:

Manchete: Tininha muda de visual (foto não disponível)

Sempre atenta às modas e fazendo qualquer coisa para estar na linha da frente das últimas tendências, Maria Patanisca foi, na passada sexta-feira, ao seu cabeleireiro exclusivo para se preparar para o Verão, chulando a sua dona em 25€ (porque era só tosquia e não tosquia + banhoca).

O corte, escolhido entre vários que figuravam nos mais recentes catálogos vindos directamente de Paris de França, evidencia as suas lindas, sóbrias e – obviamente – naturais madeixas em tons de branco e cinza. A cauda foi alvo de um tratamento especial no qual foram removidas as pelagens excessivas (a.k.a., pêlo a mais morto que a dona não andava a escovar bem, essa grande incompetente), conferindo-lhe um ar mais ligeiro que, claramente a favorece, assim como à casa da dona no geral, que, miraculosamente, deixou de ter tufos de pêlo (nome técnico: cotão) imediatamente a seguir ao dia após limpeza da mesma.

O cabeleireiro – cujo nome e número de telefone a burra da sua dona se esqueceu de pedir – dedica-se – para grande pena da dona que não se teria importado em ser tosquiada ela mesma – unicamente a beldades de quatro patas.

Tanicuscas Lindas voltou para casa um tanto apreensiva devido ao novo look, mas foi altamente elogiada pela dona – essa babada – e posteriormente mimada pela Mana Principal (de visita), que inicialmente se riu que nem uma perdida mal a viu, ainda que previamente avisada para não o fazer. (Nota da redacção: Eu não me ri quando o maricas do teu novo cabeleireiro te cortou o cabelo e fez franja, ó palerma!)

Música: Sodade, da fantástica Cesária Évora. P., quando voltares vamos dançar, não vamos?

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Fantástico, Melga!!!!

Ontem à noite, tive a Ideia Casa/Canal Televendas no meu AP.

Quer dizer, sim, sou uma exagerada. Na prática, estive a levar uma hora de ensaboadela (neste caso, aspiradela) sobre O aspirador do momento, a saber: buterfly,... ou lá como se chama aquilo – admito que não decorei o nome, mas não é a rainbow nem a vapporetto, nem mete água pelo meio. Aliás, naquela casa, a especialista em meter água sou eu mesma. Ai!

É lógico que não queria perder uma hora e um quarto da minha vida recebendo duas personagens (o profissional das vendas e a senhora que está a aprender) que nunca tinha visto mais gordas e não pretendo ver novamente – não porque fossem antipáticos! Nada disso, o senhor até parece ter um curso completo de programação neuro-linguística e tudo. Contudo, e para desgraça da je, há cerca de um mês atrás atendi o telemóvel enquanto já dormia e concordei marcar uma demonstração do dito aspirador/limpador de estofos-camas-tapetes-paredes/removedor de ácaros/.../massajador de pêlo da Patanisca/não tira cafés/não faz francesinhas.

Simplesmente, estavam a fazer uma demonstração daquilo a que eu – e o senhor adorou – chamei sem rodeios de “A Louis Vuitton dos aspiradores”! É verdade! Considerando que a minha empregada (aliás, o diabo sob a forma de responsável das limpezas da minha casa que se lembrou de dar o meu nome para que a sua sobrinha tivesse mais uma vítima a quem tentar vender o puto do aspirador/limpador de estofos.../...não faz francesinhas) limpou a casa na terça, ontem o senhor apanhou muita poeirazinha pequenina e quase invisível. O que me deixou dormir a noite passada foi o facto do senhor me ter sossegado com um casual “não se preocupe, este pó é normal”.

O objecto em si é uma cena leve, maneirinha, ergonómica, monta-se e desmonta-se* e arruma-se bem, coisa e tal... mas é caro como a porra! E ainda bem que me mantive firme no meu “não tenha dúvidas que amei o produto, mas, para além de me dedicar a outras prioridades que me consomem o orçamento familiar “monoparental”**, estamos a falar destes valores... para um aspirador!!!”.

O giro destas coisas é perceber exactamente todos os passinhos e todo o joguinho que o senhor fazia enquanto vendedor. O seu azar é mesmo eu ser muito firme no meu “não irei comprá-lo por este preço, ainda que lhe reconheça excelentes qualidades”. Porque a simpatia, sorriso, linguagem gestual, esquema montado, deixar o contacto e não dar o preço a não ser quando se pergunta, começar por um valor estupidamente alto e ir baixando às hipóteses de comprar apenas as partes que mais interessam colocando os valores sem o IVA (que serão logo menos 20 ou 21%...), falar nas hipóteses de pagamento a prestações, pedir contactos de conhecidos que estejam interessados, etc... tudo, mas tudo isso estava muito bem montado. Azar o deles que eu seja imune a estes esquemas todos...
...mas atenção, aquilo é bom!


Música (é clicar no vídeo, vá!): Portishead - Sour Times. Por causa do sonho que tive esta madrugada...

* Então, pá! A coisa estava a correr tão bem! Não era preciso pensarem em piadinhas de fraco gosto sobre montar, desmontar, coiso e tal... aie!

** Sim, porque Tininha é uma fonte de despesas, de “largação” de pêlo a metro, mas também de inúmeras alegrias, bem sei... mas se espirra, vai ao vet. e paga consulta privada, ao passo que eu tenho seguro de saúde ou vou ao hospital. E tem mais, entreguei a declaração do IRS de 2007 e não pude considerar a Tanicuscas como dependente!!! Não acho bem...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Ai o puto do desafio...

Ainda que o pessoal esteja marreco de saber que eu não vou muito à bola com desafios (como se poderá ver ali e acolá), continuam a bater na mesma tecla (não é, Sr Porthos?) e há quase um mês atrás* fui desafiada. A verdade é que não sou gaja para me deixar ficar, admito. E pronto, as regras estão no post do Porthos, eu não passo o desafio a ninguém, quem quiser que apanhe. Mainada!

6 tretas recentes sobre a je que não interessam nem ao Menino Jesus**

1. À conta de ouvir os podcasts do The Economist sobre Democracy in America, neste momento sei mais sobre a luta Obama-Clinton do que o americano médio. Podemos aqui dividir/ramificar a conclusão:
- sim, é verdade que sei mais sobre qualquer assunto (incluindo sobre os próprios EUA) do que um americano médio, já que, enfim... adiante, para não me acusarem de coisas menos bonitas;
- ainda que seja verdade que tenha conhecimentos acima da média americana, creio que fisicamente, face (novamente) ao americano médio, devo estar no percentil 15 em termos de tamanho/volume/perímetro abdominal/IMC (e neste momento estou a precisar de deitar fora uns milhares de gramas que se colaram a mim como um encosto). Assim sendo, o melhor é estar quietinha e calada, que ainda levo um surra de criar bicho!

2. No seguimento do ponto anterior, verifica-se que estou a esforçar-me por “desencostar” estes kilinhos extra que eu não mandei vir.

3. Não uso relógio; e não me faz falta nenhuma.

4. Ainda que não use relógio, raramente chego atrasada. E detesto atrasos.

5. Ando a receber demasiado SPAM no telemóvel. Ou mensagens que não deverão ser para mim (ainda que me insufle um pouco o ego... admito)

6. Tenho a mania de dizer tudo o que penso caso me perguntem. Depois ficam lixados comigo. Pensavam o quê, que eu ia com paninhos quentes? Mas a verdade é que ainda ninguém deixou de me falar...

E pronto, uma vez mais provei ser uma tipa 100% desinteressante (como se não saltasse já à vista)...

Música: vira o disco e toca o mesmo. Não me apetece mudar...

* O que só prova que eu tardo mas não falho.
** No original: Seis coisas sobre mim que não têm importância nenhuma.

segunda-feira, 31 de março de 2008

A Oeste não se aprende nada de novo

(Nota que não tem nada a ver com o post: fui ao casamento da CK. Amei!!!)


Encontro-me a ler um pdf muito interessante, sobre como escrever ensaios e livros, e artigos... enfim, o livro é bom, bem estruturado e claramente evidencia tudo o que o meu blog (assim de repente... aleatoriamente...) terá de mal: más construções frásicas, falta de assunto, opiniões controversas... o exemplo acabado de como não escrever um texto.*

Contudo (e foi este detalhe que me levou a escrever este post), há um subcapítulo que me despertou o interesse de forma particular, com o título “Avoiding common errors in thesis statements”.
Temos então pontos relevantes, em que cada um deles passa exemplos fracos e exemplos bons.
Um desses parágrafos diz: “Don’t merely state a fact. A thesis is an assertion of opinion that leads to discussion. Don’t select an idea that is self-evident or dead-ended.”.

OK, faz todo o sentido: frases feitas não irão trazer novidade, muito menos despertar maior interesse para além de um enfadado, “ya... tasse”** .

A parte gira vem quando dão os exemplos de frase bem conseguida e de frase mal conseguida.
De acordo com o texto, a frase cliché será:
“Advertisers often use attractive models in their ads to sell products.” Pronto, não é novidade para ninguém que uma gaja boa dispara as vendas de qualquer produto. Na ausência de uma tipa estilo helicóptero, metam os Gato e a coisa também resulta.

A frase que teria sumo (ou digna de figurar num ensaio) seria:
“Although long criticized for their negative portrayal of women in television commercials, the auto industry is just as often guilty of stereotyping men as brainless idiots unable to make a decision.”

E agora, pergunto: onde é que está a novidade? Não percebo....

Música: Timbaland, o gajo que escreve músicas para tudo o que tenha duas ou três pernas e cante, faz duetos, trios, arranjos florais, tira a música de ouvido (é só enviar cassete pirata e o tipo safa-se - até parece um homen do Renascimento, um Leonardo da Vinci dos tempos modernos, mais à sua escala) com Keri Hilson: The way I are. Pois, se é assim, o livro que estou a ler chamar-se-ia "Steps to writting good" em vez de "Steps to writing well". Também, qual é o professor que hoje em dia poderá dizer que a sua principal função é ensinar? Por via das dúvidas, o Ministério da Educação já começava a facultar aulas grátis de Defesa Pessoal aos docentes... profissão de risco...

* É óbvio que não será tanto assim, porque:
- quando quero, estruturo a mensagem que pretendo passar;
- às vezes (ainda que raramente) tenho um assunto em agenda;
- ainda vou tendo o cuidado de criar uma introdução, uma explicação/desenvolvimento e um happy ending/conclusão;

- tenho esta mania de me atacar e defender, passando de um lado para o outro com a maior das velocidades; se ainda conseguisse emagrecer com o esforço...

** Há quem diga que se escreve “Ya, tá-se”. Ora, como qualquer uma está errada, é igual ao litro... digo eu.

domingo, 23 de março de 2008

Frases da Avozinha Principal

Devo desde já dizer que estou a arriscar-me como o caraças com este post, se ela me descobre por aqui, estou perdida...

No meu antigo estaminé mencionei uma vez que o mundo estava de pernas para o ar (neste post – eu deixo aqui... para facilitar); ou melhor, através de uma das minhas leituras, constatei que não há salvação para o nosso planeta (quanto aos arredores ainda não me debrucei convenientemente), quando descobri que a minha avó tem net em casa. E conta no hotmail. E messenger também. E tem mais: ela, efectivamente, acede a isso tudo.

Volta e meia lá entra em contacto comigo via messenger; tem tido azar, coitada, a maior parte das vezes estou atulhada em trabalho e não tenho tempo para lhe responder convenientemente. Numa dessas vezes, reparei que ela tem umas mensagens pessoais muito New Age, que vai variando meia volta.
Mazinha como sou, cheguei a perguntar-lhe que livro andava ela a ler para tirar frases tão... hum... inspiradoras. Fiquei desde logo sabendo que se trata do livro da Vida (tomá lá Actriz que já almoçaste! A Avozinha Principal consegue ser implacável e colocar em forma de frase todo um conjunto de lições de vida. E tu não...)

De momento, ainda me encontro meia divertida, meia concordante, já que as frases fazem todo o sentido. Atenta como (não) sou, estudei a estrutura de cada uma delas (já que o sentido é simples e claro, não deixando nada para ler nas entrelinhas) e concluí existe uma relação entre elas, a saber: vírgulas a mais.

Ora cá estão:

O mundo é extremamente interessante, para quem tem uma alma alegre.
Só quem é superficial, conhece a si mesmo.*
O mais próximo de mim, sou eu.
Se queres ser feliz amanhã, tenta hoje mesmo.
Quem olha para fora sonha,quem olha para dentro,desperta.
Tudo o que nos irrita nos outros, pode nos levar a um entendimento de nós mesmos.


Contudo, esta semana surpreendeu-me com esta:

O amor é formado por uma só alma que habita dois corpos.

Já hoje figurava esta aqui:

A violência é o único refúgio do incompetente.

Portanto, essa da vírgula já era, foi moda que durou pouco. Agora, é ler tudo de enfiada, que o tempo urge, não é?

Ai avozinha, tu é que sabes!

Música: ora cá está uma bonita versão ao vivo do famoso Trem das Onze, desta feita numa parceria entre a Ivete Sangalo e os Demónios da Garôa. Ai!, que saudades do Brasil...

* Confesso que não percebo lá muito bem esta, mas com certeza que ela terá razão...

segunda-feira, 3 de março de 2008

Eu é que me estrago nos copos...

...e tu é que passas o Domingo a ressacar no sofá!

Fraquinha!

A pensar no gato, não?



Oops, entusiasmei-me... e tirei-lhe uma dúzia de fotos. É verdadeiramente viciante. Gosto particularmente da próxima.


E assim se passa a tarde de domingo... ela, porque eu andei a mudar de poiso... por causa do cheiro das tintas...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O Porto tem mais encanto…

...logo de manhãzinha bem cedo!


E a provar está esta foto, tirada no tabuleiro de cima da ponte D. Luís.

Aproveitei a oportunidade, e estou a trabalhar na Imbicta por uns dias. Deu-me na moleirinha e fui para o trabalho... a pé! Saí de casa bem cedinho e fiz uma hora de caminho. Entretanto, parei para tirar a foto.

E então, o que me acontece quando estou nestes preparos, em cima da ponte? Passa um metro (aqui é mais centímetro, a avaliar pela velocidade a que andam...), o condutor buzina, eu olho para trás... e eis que o motorista estava a dizer-me adeus e a fazer sinais para eu lhe tirar uma foto! O tipo abrandou no meio da ponte para se meter comigo, devia pensar que eu era turista ou o camandro. Haja profissionalismo...

Música: como não podia deixar de ser... Rui Veloso... Porto Sentido.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Actriz goes shopping... for fridges*

É oficial: após não funcionar e por artes mágicas voltar a funcionar... eis que o puto do frigorífico decidiu solidarizar-se com os argumentistas americanos e está em greve desde... desde há demasiado tempo! E porquê há demasiado? Porque já tive que deitar comida fora por estar estragada por falta de refrigeração, claro!

E só podia ser nesta casa, pá! Se fosse na outra, bastava ligar ao senhorio. Já nesta... enfim, as felicidades e as agruras de ter casa própria. Já não bastava ter de passar a pagar condomínio, agora tive de chamar um técnico especialista em frigoríficos.

Agora que sei que o mesmo já tem 10 anos, que já foi anteriormente consertado, que o problema se centra numa fuga de gás (a.k.a. síndrome Pinto da Costa according to Carolina Salgado), mas que também o motor do congelador se encontra em esforço e por milagre ainda não deu o peido (Pinto da Costa, olé!)**, fico com a sensação que deveria ter recorrido ao diagnóstico por parte de um especialista em geriatria...

E bom, após perceber que o arranjo de uma parte sai caro e que a outra pode avariar aqui, agora e já, achei por bem tratar de ir comprar um novo.

E fui. E comprei. E amanhã irão levá-lo lá a casa. E o espacinho para o colocar dá à justa. E vamos todos rezar para que o novo frigo caiba lá, senão terei de pensar numa solução (é que o espaço tem 60cm de largura... assim como o novo eletrodoméstico).

É nestas alturas que me sinto uma mulherzinha. Um dia destes, penso em casar, hehe!

*- Eu sei, seria mais chique se fosse “Actriz goes shopping... at Selfridges”. Quer dizer, chique porque seria no estrangeiro e temos a mania que tudo o que vem de fora é melhor. Felizmente, esse hábito começa a perder-se.
**- Sim, sou portista! Mas isso não me impede de me divertir...


Música: e porque hoje tenho copos programados... Alan Braxe e Fred Falke: Intro ou Running, não sei bem (favor clicar no DJ para ouvir). Esta música recorda-me o Via Rápida nos seu bons tempos... há demasiado tempo... ainda o frigorífico era novinho em folha!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Errus hortográficos

Esta até me deu hurticárea...

À coisas que me causam espéssie.
Naom é ke recebo um CV de uma chabala que esquereve "françês", pá!
Quer-se dizere, se noum fosse de leteras, ainda estaba cumó outero, mas assim...

Bom, detesto erros ortográficos; assumidamente. Contudo, compreendo que, volta e meia, nos escape um ou outro, alguma palavra mais complicada... não tivemos tempo de verificar num dos 43.687 sites de dicionários que pululam pela net (gosto de "pululam", faz-me lembrar... coelhinhos!). Agora... num CV!? E vindo de alguém que estuda na área de Letras! Que raio de confiança poderei eu no desempenho de alguém cuja função passa necessariamente pela correcção ortográfica, quando, no seu próprio trabalho, aperece um erro crasso deste género?

Até me arrepiei!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Nervoso (dos) miudinho(s)*

(Nota: se querem ver fotos de Maria Albertina, the Catwalk Superstar, é favor irem ao blog da Letrada, que a senhora é uma artista da objectiva – claro que a modelo, o sofá e a exposição solar também ajudaram, mas só um pouquinho, já que topa-se à légua que aquelas pics foram tiradas com muito amor)


Há coisas que me deixam doente. Para além dos vírus e bactérias da praxe, existem algumas situações que me agitam o sistema nervoso; felizmente, com o passar do tempo, são cada vez menos, uma vez que me tornei uma pessoa muito mais relaxada, que se preocupa apenas com o essencial e, quando não estou bem, mudo-me.

Mas esta...

Pá, sempre gostei de dizer que a nossa liberdade termina onde começa a dos outros. A frase não é da minha autoria (bolas, não posso ser responsável por todos os discursos brilhantes que por aí circulam, acho que 87% já é uma boa marca), mas adequa-se perfeitamente.

Costumo ir ao ginásio de manhã bem cedinho antes de começar a trabalhar, ou à hora de almoço. Ontem, para variar (mesmo!!!), fui ao fim da tarde. Até aí tudo bem, deu para lavar as vistas e não foi pouco, aquilo parece ser muito bem frequentado ao final do dia. Diria até que não é fácil encontrar tanto homem jeitoso por metro quadrado como vi ontem...

Contudo, eu frequento o ginásio por duas ordens de razões, a saber: fazer exercício e relaxar.
A primeira parte foi cumprida. Mas quando voltei para o balneário, estava uma menininha aos berros, a fazer uma fita como nem eu já sei fazer.**
O anjinho tinha acabado de voltar da piscina e, aparentemente, queria continuar a brincar com as bolinhas na água. Digamos que ela berrava estupidamente, não se calou por um segundo durante uma porrada de tempo (cá está outra expressão que eu gosto) enquanto era despida, banhada, secada, vestida... e depois, ainda esteve a mãe a secar-lhe o cabelo e a arranjar-se. E a chavaleca não fechava a matraca!!!

Para dar uma outra ideia da sequência temporal: entrei no balneário (ela já chorava), vi que tinha uma chamada não atendida, liguei de volta, falei com a mana e o papá (com um dedo no outro ouvido, para facilitar...) bebi água, passei exfoliante na cara, olhei em volta e vi os olhos das restantes senhoras a saírem das órbitas com os nervos em franja, ouvi uma ou outra a reclamar baixinho, enfiei-me no turco (graças ao bom sistema de isolamento, lá dentro quase não se ouvia nadinha!!!), saí e fui tomar banho (felizmente, o barulho da água a cair mitiga a sangria da bezerra). Só a seguir ao duche é que deixei de ouvir por completo a chavaleca.

Não seria muito mais fácil se a mãezinha daquela doçura tivesse pegado logo na fôfa, a vestisse à pressa e tivesse desandado dali para fora com ela antes do diabo esfregar o olho/bater a pestana (por favor, escolher a opção mais veloz)? Dava-lhe banho em casa, pá! Sim, eu sou uma pessoa que gosta de partilhar, mas há limites, ok? Para mim, isto já entra na falta de educação. É que, como costumo dizer, não tenho eu filhos, para depois aturar as birras dos rebentos dos outros?
Pior do que isso, só mesmo cenas destas em restaurantes... mas o Miguel Sousa Tavares é que sabe disso (é ver este artigo de opinião; não é dele e mete muitos assuntos à baila, mas a verdade é que, do mal o menos, prefiro comer e levar com fumo na focinheira, do que ter os ouvidos massacrados pelos berros de uma criancinha insuportável que me deixa os nervos em frangalhos e cujos pais não sabem controlar***).


Agora que vejo as coisas mais ao longe (sim, porque espero bem não encontrar a miúda nem a mãe tão cedo!!!), recordo-me de dois anúncios: o do IKEA, em que o tipo acorda e começa a berrar, para depois ficar rouco, ligar ao chefe e dizer que não pode ir trabalhar; e qualquer um da Duracel (e dura, dura, dura....livra!)

Música: Timbaland com Timberlake (ou seja: Terra da Madêra com Lago de Madeira), a pedir para serem libertados. Faço meu o seu pedido...

*- Ora cá está mais um dos meus fabulosos trocadilhos, desta feita “rated” como espantástico. Sim, que eu agora digo, menciono, escrevo e carimbo o nível de qualidade (não vá a ASAE lembrar-se de passar por aqui...). Enfim, faço a festa, lanço os foguetes, apanho as canas...

**- Atente-se no facto de eu ter aprendido a fazer fitas um pouco tarde, já quase a entrar na adolescência. Foi uma fase curta, que terminou já há bastante tempo... aí há uns 15 dias, mais coisa menos coisa.

***- Segundo rezam as crónicas (leia-se: contou-me a minha mãe), eu fiz uma fita uma vez na minha vida, quando era pequenina: atirei-me para o chão em plena Baixa do Porto, porque queria um brinquedo que tinha visto numa montra. Ao que a minha mãe diz, foi a primeira e última vez que fiz tal “gracinha”, pois ela levantou-me, chegou-me a roupa ao pêlo (e não sou traumatizada por isso, os meus traumas são outros, tá?) e seguimos caminho. Aparentemente, aprendi. Não sou a favor da violência, nem nada parecido, mas um sopapozinho pode até ser bastante benéfico. Se não resulta, é favor abandonar o local, porque o resto do mundo não tem culpa...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Pequeno apontamento pseudo-intelectual sobre política*

Eu bem avisei que não teria muito tempo para o blog. Contudo, e como tudo se consegue, volta e meia lá vou debitando umas patacoadas, entre um ou outro desabafo e outras ideias com pouco sumo. Enfim, o pessoal que me conhece já se habituou e tudo. Estranho é que continuem a gostar de mim.

Bom, no que toca a política, sempre percebi o básico que me permitia dizer uma ou duas frases numa conversa de circunstância, em que nunca ficaria comprometida e deixando sempre aquele ar de mistério, por vezes confundido com uma intelectualidade algo sensual. As frases eram: “hum, hum” e “pois é”. OK, admito que não seriam muito elaboradas, mas discursos políticos para confundir o pessoal eu deixo mesmo é para os políticos... ou não, mas enfim, às vezes gosto de baralhar.

Agora, ou muito me engano, ou estes manda-chuvas e oposição andam com as direitices e esquerdices completamente trocadas. É que deveriam confundir ao invés de serem confundidos. Certo?
Ao que percebi, de momento, a oposição de direita não consegue ser uma oposição de direita.** Ou melhor, mais de direita do que o actual governo (que, em teoria, seria de esquerda), só se fosse o PNR o partido líder da oposição.***

Devo dizer que me parece que o actual Primeiro Ministro (pronto, vou passar a ter o blog sob escuta, ao menos espero que gostem das músicas que por aqui vão passando - não, não mudei a música) anda a cobrir muito bem as expectativas do eleitorado de direita; contudo, foi eleito pelo pessoal que vai mais à bola com rendimentos mínimos garantidos.
Chamemos-lhe a Síndrome Marcello Caetano: faz sinal à esquerda, mas vira à direita. E depois, ainda se queixam da elevada taxa de sinistralidade nas estradas portuguesas. Pudera!

Ao que eu digo: hum, hum... pois é!

* Mas pequenino, que eu não sou o Professor Marcelo Rebelo de Sousa.

** Quer dizer, em teoria, os partidos de direita não deveriam preocupar-se com hospitais para todos, perda do poder de compra das classes mais baixas e aumento das desigualdades socias mais do que os “counterparts” de esquerda. Enfim, meteu-se de vez o socialismo na gaveta.

*** De repente, veio-me à cabeça a imagem de uma figura a jogar squash: joga sozinho, aumenta a parada para si próprio e vai a todas.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Redundâncias e contradições

No mês passado, muito provavelmente na cabeleireira (local onde tenho a oportunidade de me inteirar sobre tudo o que é fofoca e parvoíce do momento, já que dispõe de um manancial de revistas que falam sobre nada ou coisa alguma – mas a que eu deito um olho volta e meia, já basta não ver telenovelas nem reality shows, um destes dias não tenho conversa para deitar fora...) li que a bela da Nicole Kidman* tem uma estátua de cera no Madame Tussauds.

Nas fotos ao lado, podemos fazer o que eu costumo chamar de Pepsi Challenge, ou seja, verificar qual é a figura de cera, qual é a real (aqui também, pois aparentemente, não serei a única a com o probleminha Floribella - estar confusa).



Eu diria que ambas as duas (a mania dos pleonasmos não me passou) são muito trabalhadas. Senão, atente-se nesta imagem (não, eu não tenho coragem para publicar essa foto aqui, até eu tenhos os meus limites, ok?). Creio que se trata de uma síndrome um tanto ou quanto popular, já a nossa amiga Manuela Moura Guedes anda com doença parecida (vejam aqui, que esta é que eu não publico mesmo, mas nem que me apareça o Papa pintado de azul e branco... que eu sou uma moça de princípios... e esta até é de Outubro... bem melhorzinha do que qualquer uma que tenha sido tirada naquela gala de Natal da TVI, ou coisa parecida, em que ela assassinou o Encosta-te a mim - eu estava arrepiada, a Marta só dizia "mas a música é tão bonita, não percebo como é possível!!!")



Bom, já me perdi... ah!, pois, a primeira redundância: para quê uma estátua de cera da Nicole Kidman quando ela própria já parece uma estátua de cera... de si própria?


Depois, gostaria de deixar claro que há notícias que, para além de redundantes, pois não trazem nenhum valor acrescentado, são - pelo menos aparentemente - contraditórias: é que aqui está patente que esta será a segunda estátua dela neste museu (sim, dei-me ao trabalho de investigar, mas só um bocadinho, claro), já que existem outras noutros locais de cultura (ver esta, mas acho que este será mais A Casa dos Horrores da antiga Feira Popular de Lisboa, a avaliar pela imagem - não, também não sou capaz de publicar, já disse que tenho os meus princípios!!!). Já nos outros lados, aparece como sendo a estreia da bela da Nicole no Madame Tussauds! Querem ver que a moça foi confundida com a sua própria estátua de cera há uns anos atrás, enquanto fazia turismo no museu?


E tem mais: para além de redundantes e contraditórias, algumas notícias chegam mesmo a meter o dedo nas possíveis feridas. Ora, e ainda recentemente (sim, a moça anda na berlinda e eu passei quase um dia na cabeleireira) li em duas publicações distintas (sei lá quais, bolas!) que:


- os filhos adoptivos da Nicole não conseguem chamá-la mãe, facto que a deixa muito triste, até porque chamam mãezinha à Katie Holmes;
- Nicole não suporta que os filhos adoptivos a chamem mãe (às tantas fá-la sentir-se velha, daí estes recentes upgrades de imagem**).


Como é que ficamos? Temos a Nicole vítima-devastada com a crueldade das crianças ou a Nicole mãe-adoptiva-bruxa-malvada? Necessito de catalogá-la na minha caderneta de cromos e assim não consigo, pá!



Mental note: passar a levar o ipod para o cabeleireiro e entreter-me a ouvir os podcasts.
Vantagem: rentabilizo o tempo; inconveniente: divirto-me bem menos...



*- Ai!, se o Rafeiro descobre este post, estou perdida...
** - Cá para mim, os tipos que fazem as figuras de cera são habilidosos e igualmente capazes de dar um jeitinho - aka, recauchutagem - na fuça do artista verdadeiro. Aliás, caso a figura de cera saia um pouco ao lado, será sempre possível aperfeiçoar essa "novidade" na cara do próprio (o chamado efeito Frankenstein... medo!!!)


Agora... perfeita, perfeita é mesmo ela:


Música: Something stupid - acho que é mais a minha vontade de chamar estúpido a alguém, mas enfim...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Porque há manias que não se perdem...

1. Começar de novo (há quem chame recomeçar)
2. Escrever parvoíces em doses industriais
3. Fazer listas
4. Não ser organizada

Como tal:

1. Cá está a minha nova casa! Um tudo-nada semelhante à antiga, que o objectivo não é embelezar ou primar pela diferença (cada macaco no seu galho... e essa componente não entra aqui). Se quisesse chamar a atenção, fazia bungee em biquini, ou concorria ao Família Superstar (ainda que não saiba muito bem sobre o que acabei de escrever, mas também isso não será novidade, as minha opiniões são, na maior parte das vezes, pouco fundamentadas – há até quem diga que é um sinal de inteligência! Gente mais estranha...);

1. Cá está a minha nova casa! Não, não me enganei nem estou a repetir-me. O principal motivo para fechar o blog anterior prendia-se com a falta de tempo. Entre várias tarefas altamente interessantes (e outras cujo entusiasmo envolvido equivale a espetar facas nas costas, cortar os pulsos ou até passar uma tarde com a tia-avó com muito buço e fraca audição), já consegui organizar-me, e uma casa nova (literalmente e não literariamente) era uma delas. E pronto, feito! E como cada um faz o que sabe de melhor, eu escrevo parvoíces e alguém irá tratar de a embelezar.* Tsts, cof cof, apenas um detalhe: visitas aos blogs amigos, conhecidos e afins como antigamente... temos pena...

2. Basta clicar no título deste post para se encontrar (ou se perder) num maravilhoso (?) mundo de patacoadas a metro, insanidades aos quilos, patetices às carradas. E quem me rodeia não tem culpa nenhuma! Agora, se alguém vem aqui (ou aqui) de livre vontade ou por qualquer ironia do destino (leia-se: resultado de pesquisa do Google, esse grande brincalhão), já não tenho responsabilidade nisso. Faço como Pôncio Pilatos e lavo daí as mãos (tendo o cuidado de “lhes chegar” um bocadinho de creme hidratante de seguida, que com este tempo, as mesmas ficam uma desgraça de sequinhas).

3. Como gritaria o outro: “Porque é que dizes isso?”

4. OK, sou organizada para o que interessa. E gosto de organizar as minhas ideias (leia-se: deitar fora o lixo mental, este sub-produto da minha mente que insiste em surgir vindo do nada... assim a atirar para a geração espontânea, ou o camandro) enquanto escrevo outras coisas mais mundanas.

E porque gosto tanto da esperança como da estupidez, já que ambas são infinitas**... cá está o meu novo poiso!

E sim, foi o post de abertura possível!

OK, nem tudo neste blog é atirado ao acaso...

...
I'm adaptable
And I like my role
I'm getting better and better
And I have a new goal
I'm changing my ways
Where money applies
This is not a love song
...
I'm going over to the over side
I'm happy to have
Not to have not
Big business is
Very wise
I'm inside free
Enterprise
This is not a love song
...

(This is not a love song, by Lydon, Levene & Atkins - Public Image Ltd., ainda que a versão que aqui aparece seja dos Nouvelle Vague...)


*- Este tema não é novo, trata-se da especialização do trabalho, cada um faz o que sabe de melhor. Ou, - e provando novamente que a Terra é redonda – como mencionei no início, cada macaco no seu galho...

**- Ora cá está o único excerto que se pode aproveitar de todo um post; afinal de contas, nem tudo iria para o caixote do lixo, quanto muito separar-se-ia para reciclagem, depositando-se perto do Ecoponto das garrafas de tinto do Douro.