domingo, 23 de novembro de 2008

Evolução*

Sim, andei afastada do meu canto por uns tempos. Estive com mais um dos meus problemas de saúde “estranhos” que levou algum tempo a passar e me afastou de tudo, blog incluído. Quando voltei ao trabalho, nem sabia para onde me virar. E o resultado foi virar-me do avesso! E gosto!

Foi uma pausa obrigatória. Mas sobretudo necessária. Quando voltei à minha vidinha maravilhosa, senti-me perfeitamente identificada com esta história/passagem/facto da vida/constatação/whatever:

Filosofia da águia
A águia é uma ave que chega a viver até 70 anos. Mas para chegar a essa idade, terá que tomar uma séria e difícil decisão por volta dos 40 anos. Nessa idade, ela está com as unhas compridas e flexíveis não conseguindo mais caçar presas para se alimentar; o seu bico alongado e pontiagudo já está curvo e as suas asas estão envelhecidas e pesadas, devido à grossura das penas; e voar já se tornou uma tarefa difícil. A esta altura, a águia só tem duas alternativas: morrer ou enfrentar um doloroso processo de renovação que irá durar 150 dias.

Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e recolher-se num ninho próximo a um paredão, onde ela não necessite voar. Após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico contra a rocha até conseguir arrancá-lo. Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com qual irá depois arrancar suas unhas. Quando as novas unhas começarem a nascer, a águia passa a arrancar as velhas penas. E somente depois de 5 meses ela sai para o seu famoso voo de renovação. E poderá viver então, por mais uns 30 anos.

Durante a nossa vida, muitas vezes temos de resguardar-nos por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a voar um voo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes e outras tradições que nos causaram dor. Somente quando nos livramos do peso do passado é que podemos aproveitar o resultado valioso que uma alto renovação sempre traz.

Dizer que estou diferente é redundante e não é novidade para os que me conhecem.

Posto isto, e no seguimento de uma imensa vontade de criar um projecto a duas, acho que está na altura de fechar este tasco e abrir um novo em parceria. Assim sendo, faça-se a nossa vontade! Irá brevemente abrir um novo poiso na blogosfera. Eu continuarei a ser eu mesma, a minha sócia também. Só que cada vez melhores! Basta juntar uma Biografia Destravada com Outros Filmes Que Tal… ou variações à volta destes temas…

Bom, fui deste para o próximo!
* Acho que nunca foi tão rápido e fácil encontrar título para um post como esta vez! Por vezes, escrevia o texto e apenas no final pensava: mas que raio de nome é que deverei dar a esta treta???

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

E a insana sou eu?

(excerto da conversa no messenger cuja autorização ainda se encontra pendente. Contudo, os nomes aqui colocados são fictícios; mas como quero lixar o tipinho... é este senhor!)

JMA diz:
gaija?
pr nao variar esqueci-me do teu anniversaire. como desculpa, acho q estava de férias e só voltei ontem
AP diz:
gaijo?
quem és tu?
de onde é que me conheces?
humpf!
JMA diz:
ai o caracinhas
olha q voltei com uma mood balcanica
nao me irrites senao limpo-te a etnica
AP diz:
nem penses nessa merd@!
eu gosto muito do meu tom de pele, ouviste?
JMA diz:
ok, ok
nao invalida um bombardeamento cirurgico
AP diz:
bem me parecia que eras um fraquito...
ficas-te logo à primeira...
(sim, é no presente e não no passado)
JMA diz:
mulher... eu vi os maleficios da guerra, nao quero mais violencia
AP diz:
estou quase a chorar contigo...
JMA diz:
é emocionante, nao é?
AP diz:
não
eu é que sou uma chorinhas
JMA diz:
aqui ninguem desmente ninguem
AP diz:
bom, conta lá
como foram essas férias?
(guião para resposta: )
(Actriz, foram más)
(choveu o tempo todo)
(aquilo é feio, as pessoas não tomam banho)
(e a comida é péssima)
é que as minhas férias já foram há n... e eu não me quero chatear
JMA diz:
nao foram boas
foram FABULÀSTICAS
choveu alguns dias
algumas pessoas, de facto, nao tomam banho, principalmente se fores adolescente na eslovênia
a comida é excelente, principalmente na bosnia, mas na croacia é italiana, logo come-se
AP diz:
pois, os problemas da falta de água começam a sentir-se por todo o lado
JMA diz:
fiquei nauseado
mas no geral, o meu periplo balcanico foi a loucura
AP diz:
ainda bem que gostaste
e ainda bem para mim, que as tuas férias já acabaram
eu não lido bem com a felicidade dos outros, sou invejosa e já o devias saber
JMA diz:
e quando te mostrar as fotos...
AP diz:
nop
acho que não as quero ver...
JMA diz:
oh, vá lá, quer dizer q nao queres ver fotos da hungria/servia/bosnia/croacia/montenegro/eslovénia?

(a esta altura eu já fervia...)

AP diz:
pá, eu acho que vou publicar esta conversa no meu blog, a sério que vou
JMA diz:
necessidade de elevar o nivel?
AP diz:
não! está muito bem assim, mesmo
autorizas?
JMA diz:
nao, a necessidade de elevar o nivel do teu blog...
AP diz:
hum...
achas que se fosse para elevar, que pensaria em ti?
é um contrasenso!!!!
JMA diz:
claro
AP diz:
hello!
como é?
ponho-te como JMA?
JMA diz:
o senhor trabalha de formas misteriosas
AP diz:
qd trabalha...
sim, que com os 38 anos da CGTP, aquilo tinha um belo programa de festas:
estamos a falar do sector público e de algumas empresas convidadas no sector privado, nomeadamente a autoeuropa
JMA diz:
mulher., falas de quê? do avante?
AP diz:
depois, não eram apenas paralisações: tinha piquetes, palavras de ordem, greves...
nop
falo duma paralisação que aconteceu ontem ou na terça, não sei mt bem
JMA diz:
dasse, q hiperligação

(como bem concluímos, há coisas que nunca mudam: este palerma há-de continuar a esquecer-se do meu aniversário...)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Just call that girl!

Vi o “Call girl” e sinto-me num estado que vou apelidar de “efeito Axe”.

Sim, agora virei Laura Dérmia, ando numa de comentar filmes. Diga-se de passagem que é muito mais giro do que comentar as desgraças dos outros, passatempo que não fascina.

Ainda que desgraça seja um substantivo ou uma forma do verbo desgraçar, estou aqui a utilizar o termo como um adjectivo qualificativo sobre o filme. Na verdade, não havia necessidade de dizer tantos palavrões em tão pouco tempo: torna-o pesado e o pessoal apercebe-se que não é algo que saia com naturalidade da boca da maior parte dos actores. E ainda bem, digo eu!

A história é uma tentativa de hollywoodizar o cinema português, mantendo as suas raízes europeias: mais sexo que violência. Até o outrora belo e charmoso Joaquim de Almeida deu um arzinho da sua graça.

O guião não tem nada que sobressaia, é mais do mesmo e nem estou numa de perder tempo a descrevê-lo.

Mas a Soraia Chaves... eh pá! A miúda tem muito que se lhe diga... comecemos:

1. Tem muito bom aspecto: corpinho lindo, carinha bonita (não parece uma sopeira sofisticada como a Cláudia Vieira)
2. Essa sim, sabe dizer as frases certas na altura certa. Tem a sensualidade à flor da pele e sai-se com umas que, vindas dela, fluem com naturalidade, fazem parte, não são forçadas ou fora de cena. Não estou a dizer com isto que ela seja boa ou má actriz, simplesmente gostei do seu charme.
3. Aqueles trapinhos que usa no filme ficam-lhe a matar. E aqui se vê a diferença entre um vestido da Zara e um vestido da Armani Collezioni. E se alguém contestar... é porque nunca experimentou um vestido da Armani Collezioni!
4. A mulher adora sexo! Só pode!

Logicamente, e juntando as fotos que andou a tirar e outro filme mais malandreco, tão cedo não se livrará do rótulo de “gaja boa”. Mas isso é um problema seu e não meu. A mim bastava levá-la comigo para casa... para tomarmos um chá... só nós as duas, já que a Angelina Jolie está em licença de maternidade e a Jessica Rabbit é um desenho animado. Dos bons!

sábado, 27 de setembro de 2008

Movies revisited

Enquanto desfolhava a Happy de Outubro e lia um artigo sobre como é bom ver filmes que nos despertam emoções, reparei que uma das caixas de texto mencionava o fabuloso Magnolia.

Tirando 4 ou 5 filmes que eu amo ver vezes sem conta, não sou grande adepta de os repetir. É que, na verdade, se há tantos que ainda não vi, porquê entreter-me novamente com um que já conheço a história?

Contudo, e como a minha memória é um falhanço em lá menor, admito que, fora as histórias de coincidências relatadas no início do filme e a duração de três horas, já nem me recordava de mais nada.
Tendo o DVD em casa, lá estive a ver, como se fosse a primeira vez. Mesmo!


É um case study de personalidades.
De actos e de consequências.
De forças e de fraquezas.
Um entrelaçar de histórias.
Não é um filme nem é a vida real. É o conjunto de escolhas que cada um fez.
Do que nos fizeram e do que isso fez de nós. Melhor dizendo, do que nos fizeram e do que nós fizemos disso.

(Nota: se não viram o filme e pretendem vê-lo, não leiam daqui para a frente, ok?)



Da jovem que se destroi diariamente e que já não quer conversa com o pai, porque ele não quis conversar com ela quando foi confrontado.

Do adulto desgraçadinho e infeliz cujos pais arrecadaram todo o dinheiro que ganhou quando ele brilhava pela sua inteligência e cultura; e do miúdo geniozinho e confuso que levará o mesmo caminho se não conseguir impor-sea tempo ao próprio pai.

Do macho man que dá cursos de como-comer-gajas-e-deitá.las-fora-a-seguir que mente sobre o seu passado familiar; aliás, o filme poderia ser inteiramente sobre ele.

Da femme fatale que se casou com um velhote por interesse, enganou-o mais vezes do que ela mesma consegue aceitar, e que se apaixonou por ele quando este já se encontra à espera da morte.

Do polícia bom e com princípios cujo primeiro casamente correu mal, mas que ainda assim acredita que poderá ser feliz ao lado de alguém.

Do apresentador de televisão conhecido e acarinhado pelo público, com uma vida particular... virtudes públicas e vícios privados.

E così via...


And there is the account of the hanging of three men, and a scuba diver, and a suicide. There are stories of coincidence and chance, of intersections and strange things told, and which is which and who only knows? And we generally say, "Well, if that was in a movie, I wouldn't believe it." Someone's so-and-so met someone else's so-and-so and so on. And it is in the humble opinion of this narrator that strange things happen all the time. And so it goes, and so it goes. And the book says, "We may be through with the past, but the past ain't through with us."





Claudia Wilson Gator: It's not / What you thought / When you first began it / You got / What you want / Now you can hardly stand it though / By now you know / It's not going to stop

Jim Kurring: It's not going to stop / It's not going to stop / 'Til you wise up

Jimmy Gator: You're sure / There's a cure / And you have finally found it

Quiz Kid Donnie Smith: You think / One drink / Will shrink you 'til you're underground / And living down / But it's not going to stop

Phil Parma: It's not going to stop

Earl Partridge: It's not going to stop / 'Til you wise up

Linda Partridge: Prepare a list for what you need / Before you sign away the deed / 'Cause it's not going to stop

Frank T.J. Mackey: It's not going to stop / It's not going to stop / 'Til you wise up / No, it's not going to stop / 'Til you wise up / No, it's not going to stop

Stanley Spector: So just... give up


"We may be through with the past, but the past ain't through with us." E é tão verdade!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Então é por isso...

Ontem fui a uma workshop de PNL. Se quiserem saber mais sobre o assunto, podem ir aqui.
Não sendo um tema novo para mim, ainda que não tenha aprendido muito, foram momentos agradáveis e gostei bastante.

Recordei que o nosso inconsciente não processa a palavra “NÃO”. Quando alguém diz “não penses num elefante cor-de-rosa!” ... bom, acho que não preciso de dizer mais.

Na prática, o objectivo passa um pouco por reformular a linguagem, a forma como falamos para nós proprios (eu tenho constatemente conversas interiores absolutamente fantásticas, o que não será de estranhar, uma vez que ambas as partes – eu e euzinha – são altamente interessantes e introduzem pontos de vista, no mínimo, brilhantes). Como é simples de ver, o clássico “não posso comer doces! Não posso comer doces!” terá um efeito não desejado (a saber: propensão para comer doces) em vez de um “tenho hábitos de vida saudáveis, que incluem uma alimentação regrada”.

Ora, o momento alto daquele final de tarde deu-se quando alguém na plateia teve o excelente comentário:

- Isso quer dizer que os 10 mandamentos estão todos mal formulados! Não matarás! Não cobiçarás a mulher do próximo! Não... blablabla!

Eh pá, isso explica muita coisa!

E por aqui se vê que tenho andado a ler a bíblia. Ainda vou no Génesis*, mas aquilo está cheio de parábolas, salmos, lirismos, histórias do fantástico que até poderiam ter sido escritas pelo Homero (só para encontrar alguém mais perto desse tempo, o Camões já é muito da modernidade... e esse é para ser chateado).
* Relembro que se trata de uma obra que, por definição, é impressa em folhas muito fininhas e com letras muito pequeninas. Para além disso, o elenco ultrapassa claramente a lista telefónica de São Brás de Alportel...

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Equilibristas e equilibrados– y=ax2+bx+c*

A semana passada foi riquíssima em revisitações ao/do passado. Histórias minhas, outras nem tanto. Fabulosas vidas longínquas e tesourinhos deprimentes. O importante é que tudo ficou no seu devido lugar, numa arrumação que nem a minha rica mãezinha consegue cada vez que vem a minha casa.

Gosto de ter tudo bem arrumado e levei muito tempo até hoje poder finalmente descansar e sorrir para o futuro que terei, já que acomodei o devido espaço para que aconteça, libertando o passado e olhando para o presente como uma segunda oportunidade. É bom ter/dar a oportunidade de pagar o bilhete, quanto mais não seja para verificar que é um filme que já não passa nos cinemas.
E também foi por estes dias que me recordei vagamente de um qualquer personagem de uma qualquer série do Herman que dizia algo do tipo “camarada, amigo, palhaço... deste grande circo que é a vida”.
Nunca gostei de circo.
Contou-me o meu pai que, da primeira vez que me levou ao dito, no Coliseu do Porto, ao ver a típica cena do palhaço rico a malhar no palhaço pobre que começa em prantos berrados e fingidos, a minha aflição era tanta, que me levantei e fui à primeira fila gritar-lhe “Não chores, palhacinho!!!”, enquanto me desfiava em lágrimas soluçantes, para desalento do meu pai e dos actores, que não sabiam o que fazer. Moral da história: os palhaços fazem-me chorar.**

Números com animais deixam-me doente. A começar pelo cheiro que algumas feras deitam, que me deixam na dúvida se serão animais já quinados e mal empalhados puxados por umas cordas invisíveis ao estilo das marionetas, ou se os ecologistas para-lá-de-radicais foram todos acabar em artistas de circo, utilizando a água com demasiada parcimónia, deixando os bichões criarem verdadeiros ecossistemas autónomos de outros bichinhos, numa lógica de dúbia simbiose. Aos quinze, novamente no Coliseu do Porto e desta feita desconfortavelmente sentada na primeira fila, um antipático crocodilo vinha na minha direcção, de boquinha aberta (coitadinho do crocodilo...). Não fosse o meu poderoso grito e o domador não teria chegado a tempo de apanhar a lagartixa. Claro que, a essa altura, já eu estava agarrada ao gay sentado ao meu lado. Mas acho que o namorado não levou a mal... concluindo: feras e domadores... hum, não me cheira... melhor dizendo: não inspira confiança (eh pá, que belo trocadilho! Ando cada vez mais subtil!).

Não vou à bola com os contorcionistas pelo simples facto de ter uma valente dor de cotovelo daquela gente que, desconfio, até consegue chegar lá com a língua (pequena pausa para tentarem chegar com a língua ao cotovelo. Não conseguiram, pois não? Vou continuar, então...).

Mas, para mim, os equilibristas são os piores. É evidente a necessidade de atenção por parte desta classe. Encontram-se lá no alto, a dar uma de inatingíveis. Uma voz forte e autoritária desaconselha-nos a repetir os passos em casa, enquanto estas personagens, lá de cima, dão-se ares de “levo muitos anos disto, estou muito à frente”. Adoram o poder que sentem por verem todo um público suspenso nos seus passinhos por demais estudados, num truque que – espante-se! – não tem nada de novo desde... sei lá! Quer dizer, há uma corda mais ou menos bamba para ser atravessada. O “verdadeiro artista” trata de fazer render o peixe (antes de ser dado às focas que entram no número seguinte) andando para a frente e para trás, sem grandes variações (quer dizer, o caminho é só um... acho!), alternando entre a vara e o monociclo... provando que, afinal, o estar muito à frente, é andar para trás e para diante na cordinha, numa lógica de “não caga nem sai da moita”.

E o mais engraçado é que, se fossem simplesmente gente equilibrada... não precisariam de nada disso! Olhavam em frente, atravessavam sem grandes delongas, se caíssem... pois, é mais o ego que dói... olha, caíam... e até poderiam aproveitar melhor o tempo para treinar truques com os malabaristas e com os ilusionistas, que sempre têm o dom de encantar, roubar sorrisos e conceder momentos simples de felicidade... ou até momentos mais caros, mas pronto, isso sou eu que aprecio um pôr-de-sol à janela do emprego tanto quanto um prato que envolva trufas na sua confecção, em restaurante chique, desde que não seja o Eleven... fiquei sem perceber que raio de encanto tem aquele estaminé, mas enfim, pelo menos diverti-me como nos velhos tempos!


* OK, OK, é uma parábola, na sua definição sintética. Tenho de perder a mania de instruir o pessoal. Nem sequer fui para professora...
** Acho que é um pouco por isso que não curto McDonalds... aquele Ronald causa-me arrepios...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Roleta russa... à boa maneira portuguesa

É sabido que o crime tem vindo a aumentar: todos os dias, duas ou três dependências de bancos são assaltadas, meia dúzia de caixas MB são transportadas para outro local a fim de serem esventradas e o dinheiro sacado, umas 15 bombas de gasolina passam da situação de ladrão directamente para a de assaltado, enfim.
O número de armas terá disparado (olha que trocadilho giro! Número de armas... disparado.. boa!), assim como as pessoas que as carregam (as armas... que podem andar carregadas ou não, isso também depende do preço das balas, ouvi dizer que anda tudo pela hora da morte... eh pá, eu hoje estou imparável!!!).

Mas já me estou a perder. O que quero mesmo é escrever sobre aquele pessoal que anda a dar tiros no pé.
Já aqui mencionei anteriormente que não sou moça de ver televisão, a não ser alguns telejornais e uma ou outra série da Fox Life. Admito que não sei o nome de uma única novela que dê em horário nobre. Não apostei no audiovisual lá em casa, e as 2 TVs que tenho, para além de serem peças de museu, têm o mesmo número de polegadas que este meu laptop. Mas eu vejo muito bem desde que operei os olhinhos...

Mas ontem não perdi o programa da SIC!!! Até vesti o pijaminha antes de começar, ficava prontinha para chonar logo de enfiada e tudo...

A verdade é que não percebo como é que alguém é capaz de se expor desta forma à frente de todo o país, magoar seriamente os seus familiares, mostrar as suas piores facetas, comprometer o seu bom nome (?) e ganha-pão, arriscar-se a apanhar porradinha velha... por causa do dinheiro... que não chegou sequer a ganhar!!! Mas era “muita grana”...

Foi a primeira vez que vi o programa, já tinha ouvido falar do conteúdo da semana anterior. Não percebo...

Quer dizer, não duvido que o senhor diga que por 250k até teria relações homossexuais, já que, por menos ainda, estava a ser enrabado a sangue frio pela Teresa Guilherme, à vista de toda a gente, família na primeira fila. E continuava a sorrir... era “muita grana”...

Percebi que será alguém que tem um ego do tamanho de uma casa, que se acha o maior da sua rua, um gatinho vadio que se olha no espelho e vê um leão, o rei do seu castelo de cartas no meio das nuvens... comandado pela mulher e pela mãe... e que reflecte nos próprios filhos as suas frustrações.
A verdade é que nada disto me choca, pessoal assim há por aí aos trambolhões. O que me deixa doente é que alguém tenha o à-vontade de fazer pasta com o seu lado menos positivo.

Não me quero pronunciar sobre as questões familiares, mas se o homem tivesse dois dedos de testa (aquela imensa careca não conta!!!) nunca na sua vida deveria ter vindo à televisão admitir que é um D. Juan de trazer por casa, que gostaria de ter duas pilas, que acha que a mãe é mandona e que, pior do que tudo, ostraciza o filho. O sofrimento da criatura era patente, bolas! É claro que, se a própria família justifica os actos e os julgamentos do senhor, ainda menos motivação o homem terá para mudar!!!

Serão os valores da actual crise ou há por aí muito pessoal actualmente a passar por uma imensa crise de valores?

Todos nós temos um preço. Escusam de vir cá com o peito inchado dizer “eu não!”, porque se formos honestos, sabemos que não corresponde à verdade. Mas estragar assim a vida de uma família... quanta grana vale?
E mais do que isso, que lição aprendeu esta gente? Terá batido no fundo do poço e, finalmente, dado a volta? Ou há-de continuar tudo igual? É que conheço quem tenha sido assim a vida toda... e continuo sem perceber...

E agora, para quem quiser expiar os seus pecados e cantar as letras da Winehouse em versão karaoke, pode clicar aqui e cantar esta fabulosa música. Cá fica o refrão, tirado daqui:
I cheated myself
Like I knew I would
I told you I was trouble
You know that I’m no good

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Cada macaco no seu galho

Vamos lá ver de uma vez por todas: se eu quiser assistir a tragédias ao vivo, vou ao teatro e não à bola, ok?

Note-se que foi a primeira vez que entrei em Alvalade (sem me vacinar previamente... eu ando mesmo no fio da navalha) e gostei imenso do estádio. Aquilo por dentro é mesmo giro! Já por fora...

Vamos lá a mudar a música, a ver se vira o disco e toca diferente. Bota shake!!!
Oxia - Domino
(não sei quem é este DJ, mas curto, é muito dançável...)

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Onde está a crise?

Li aqui que uma tal de FDO Imobiliária prevê o lançamento de uma dezena de centros comerciais até 2010.

Estou contra.


Primeiro, porque pode aleijar seriamente alguém. Bem me lembro, na praia, aquando do lançamento do disco, ou até na Valentim de Carvalho, aquando do lançamento de mais um CD do Marco Paulo; se aquilo era mal lançado, ainda podia abrir um lenho na testa de alguém. Agora imaginem se for um centro comercial... ou dez!!!

Segundo e último – porque não me quero alongar -, não vejo a necessidade de termos mais 10 monos onde o pessoal se pode passear em calças de fato de treino. É que para isso já existem os ginásios...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Seus unhas de fome!!!

Os mitras que gerem a cadeia de ginásios que frequento devem andar a lavar as toalhas a 80 graus, a avaliar pelo tamanho cada vez mais pequeno das mesmas.

Por este andar, não ficarei nada espantada se um destes dias, imbuídos neste espírito ecológico / de poupança, em vez de me fornecerem uma toalha de mãos e outra de banho, me entregarem uma toalhita de bidé e um lenço de papel (de duas folhas, vá).

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Fui à bola!

Ai o que eu gosto de ir ao futebol! Então com a família... Benfica X Porto. Eu e a fabulosa Mana Principal portistas, Pai bom pai de família (i.é, benfiquista*), Mãezinha que não percebe nada de bola e torce por quem ganha (assim, anda sempre contente), e o cuñadito que, sendo espanhol, não conta para o nosso campeonato.

Vá-se lá saber porquê, os isentos tiveram o mau gosto de levar um cachecol do benfas ao pescoço... acho que foi por solidariedade com o meu pai. Eu e mana dividindo a bela da t-shirt do Lucho e um cachecol lindíssimo, azul e branco, com uns dizeres alusivos a algumas glórias dos dragões (senão, teria que ter levado um cobertor... que não dava jeito nenhum). Diga-se de passagem que o nosso bom senso levou-nos a guardar o material durante o intervalo e no final do encontro. Já dizia o poboum: quem tem cu...

E sim, foi lindo festejar o golaço abraçada à Mana, aos gritos e saltos!!! Afinal de contas, se alguém se metesse connosco, tínhamos as costas protegidas pelo resto da família, hehe!

Diga-se de passagem que alguns benfiquistas não devem muito à inteligência e outros contentam-se com pouco. Calma, não estou a insultar gratuitamente, há uma explicação para cada uma das constatações!
Ora, não devem muito à inteligência porque alguns seres acéfalos lembraram-se de acender aquelas cenas que deitam fumo para caraças, ficando ali a comer com a fumarada, que aquilo é pessoal que nem para eles são bons... contentam-se com pouco, porque... mas onde é que já se viu empatar em casa e sair do estádio a cantar? É já fazer a pior cara do mundo e correr para as roulottes enfrascar para esquecer e cascar na família, pá!

Resta a esperança da equipa do benfas nunca perceber que poderá começar a entender-se enquanto equipa. Quando perceberem que o todo é maior que a soma das partes, a coisa vai ficar mais preta... e aí o FCP terá (finalmente) uma equipa ao nível...

* É o único defeito do senhor, ok? Vá lá, poderia ter-se metido na droga. Mas não, foi dar em benfiquista. Do mal o menos...

Música: Negro do rádio de pilhas, do Rui Veloso... por causa de um castiço na bancada, a uns 5 lugares do meu, que torcia pelo Porto como se a sua vida dependesse da vitória dos Dragões! É isso tudo!!!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

No fio da navalha

Ando a esticar a corda e a arriscar o meu pescoço*.
É verdade, sim!
Na semana passada entrei em 3 dependências de bancos num só dia!!!
A avaliar pelo ambiente de alguns desses lugares – alguns deles até aparecem na televisão e tudo – só posso concluir que nasci com o cu virado para a lua e, uma vez mais na minha vida, tive sorte.

Aproveitei para fechar a minha conta mais antiga, aquela que tive desde os meus ricos 16 aninhos, porque ao fim de 8 meses (sim, sou distraída) verifiquei que andavam a tirar-me 5 euros por mês em “despesas de manutenção”. Ou seja, eu não mexia na conta desde o ano passado, cheguei a receber salários naquela conta, usava-a para tudo e mais alguma coisa, recebia os extractos em casa, e nunca se lembraram de cobrar 1.000$ por mês. Agora que a conta estava parada, ninguém precisava de fazer nada e nem os putos dos extractos eram enviados, de repente a minha conta representa um custo para o banco!!!

E ainda se queixam de serem roubados... também eu, porra!

* Quem me conhece, pensa logo “olha a novidade... esta gaja diz tudo o que lhe apetece!”. Mas desta vez estou a falar da minha integridade física, mesmo.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Prata da casa

Ora então, parabéns à nossa Vanessa, que foi nessa e trouxe a bela da medalha de prata, a primeira destes Olímpicos.

Já eu andei toda contente a trabalhar para o bronze nas últimas duas semanas...

E como desta feita não meti o pezinho em nenhuma pista de dança, deixo ao lado (há que clicar, quando é shake eu não meto em modo autoplay... enfim, eu mais a minha mania de ser delicada) musiquinha de abanar o capacete. Safa-se a parte do Kusturika...

terça-feira, 17 de junho de 2008

Tan-ta-ra-raaaaaannnn, tan-ta-raaaam!

Ontem fui ao cinema e não precisei de ligar o PDA ao messenger! (Tungas! Toma lá Diabba...)

Filme: Indiana Jones (acho que se percebeu pela melodia do título do post), com quase duas semanas de atraso.

Na prática, deveria ter ido há exactamente duas semanas atrás, mas fiquei doente.
Pela primeira vez na vida meti baixa e espero sinceramente que tenha sido a única: detesto estar enferma (que rica novidade...) e não gosto nada de faltar ao trabalho.
Para além disso, fui burra até mais não poder e arrastei-me até ao centro de saúde da minha área, que fica a cerca de 8-10 metros da porta do meu prédio (caso contrário, juro que teria ido directamente a um hospital privado... sempre a aprender...).
Se não estivesse doente, teria ficado mal tivesse metido o pé na porta do dito centro, quanto mais não fosse porque tanta estupidez concentrada em tão pouco mulherio deixa-me a ferver. Enquanto aguardava impacientemente (estava com 38,7º de temperatura, ok? Eu sou género cobrinha: temperatura baixa e língua afiada) a minha vez para marcar consulta, pude verificar que a alocação* de recursos no nosso país está, de facto, muito mail conseguida. Cá para mim, é consequência da falta de mobilidade no trabalho, fruto da pouca flexibilidade das leis laborais. Senão, vejamos:


- Um dos monos da secretaria com forma mais ou menos de gente mantinha um diálogo com uma paciente com bem mais paciência do que eu (velhota, quer atenção, já se sabe) sobre o facto de ter ido àquele centro de saúde e não ao da sua área de residência. Seguiu-se discussão sobre os autocarros e respectivas paragens, com várias hipóteses de entradas e saídas. Moral da história: a burra da funcionária deveria era trabalhar no guichet das informações sobre as linhas da Carris.


- Como em qualquer serviço público que se preze pouco, constatei o clássico duas-funcionárias-juntas-a-fazerem-o-trabalho-de-meia. Meia porque se fosse só uma já levaria quase o dobro do tempo e as duas juntas ainda têm o condão de se atrapalharem mais... eu creio que há um nome para estas coisinhas... entropia, será?... encontrei um melhor: asinice**! Após terem atendido um geriátrico, em vez de chamarem o desgraçado seguinte (e eu a arder em febre, lembram-se?) ficam feitas burras a olhar para um palácio, sendo que desta vez o palácio era o monitor do computador, procurando resolver sei lá o que seria, mas que seguramente poderia ser tratado quando a fila fosse substancialmente mais curta. Fiquei com a impressão que estariam a ver um filme, daí achar que estariam muito melhor como críticas de cinema do que como empata-de-centro-de-saúde.


Ora, cinema, pois, era sobre isso que ia escrever, certo?
Bom, gostei do Indiana Jones. Fechou-se um ciclo, a coisa acabou em bem (olha olha, outra expressão linda!!!), fica a aberta para novas aventuras com outras personagens, o homem assenta... e tal...
...mas admito que em certas alturas fiquei com dúvidas: estaria a ver o Indiana Jones ou os Ficheiros Secretos?


E já que ando a enfiar umas nas outras, deixo uma das músicas da banda sonora do filme dos Ficheiros Secretos: Walking After You, dos Foo Fighters... letra poderosa, hein?


* Sim, alocação existe na nossa língua! É ver aqui.
** Já para este caso não garanto que a palavra exista, ainda que já a tenha encontrado. Contudo, para o caso, ilustra na perfeição, vão por mim...

terça-feira, 27 de maio de 2008

Afinal o filme também era meu!

Como tem estado de chuva*/** e eu tenho medo de ganhar ferrugem não tendo ainda dado um ar da minha graça na Feira do Livro, ontem fui ao cinema, com a melhor prima do mundo. My blueberry nights é, definitivamente, um filme a ver e os motivos são vários.

O principal, para mim, foi este:

* Mais uma expressão que eu gosto!

** Alguém pode explicar ao São Pedro que falta menos de um mês para o Verão começar? É que acho que o santo anda um pouco perdido no tempo... e com o tempo!

Música: The penalty, dos Beirut. Não tem a ver com o filme, mas estou fascinada com o CD!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Experiências a não repetir, ou a minha primeira (e muito provavelmente última) reunião de condóminos

Bom, o título diz tudo, ou quase. Na passada terça-feira, fui, completamente ao engano, à reunião anual de condomínio. Completamente ao engano, porque tinha a esperança de poder estar sentada durante duas horitas perto de dois ou três miúdos giros que eu já vi no elevador umas vezes.

Mas não estive. Aliás, entre aquilo e o Congresso Anual dos Geriátricos Lisboetas, venha a Diabba e escolha (tenho saudades tuas, miúda; sim, vou ver a agenda, inícios de Junho parece-me bem; aproveitamos e combinamos com as outras marretas). E é pessoal que vive muito aquilo! Também, devo dizer que compreendo; na prática, caso nenhum dos netos case este Verão, aquele foi O acontecimento do ano para alguns daqueles senhores.

Burra pontual como sou, cheguei à horinha marcada, para deparar apenas com as duas pessoas da mesa. Esperei heroicamente uma hora, até haver quorum. As duas horas seguintes foram de bradar aos céus (não vou desenvolver este ponto, fico com nervoso miudinho). À meia-noite, estoirada, entreguei os pontos e saí de fininho, deixando os meus vizinhos naquilo que quase se transformou numa batalha campal verbal. É que tinha começado o dia bem cedo...

...por causa de Sua Excelência...
...a Maria Patanisca, que anda com a mania de praticar o combinado corrida/salto 2 metros barreiras, sendo a barreira a minha cabeça. Como cedo começa o dia, ainda não são 6 e meia, e a tipinha já anda aos pinchinhos feita parva, que um destes dias ainda tem azar e faz um upgrade forçado dentro da área desportiva, como seja o salto negativo impulsionado pelo braço da dona, com o objectivo de ficar agarrada ao candeeiro do tecto até acalmar os ânimos... eu até tenho um bom acordar, mas há limites... que ela anda a testar, eu bem sei...
Vai daí, estava eu forçosamente de pestana aberta, achei por bem levantar-me ainda nem eram 7. Ora, ainda não eram 8 e eu já no estaminé a começar a dar no duro... para rematar o dia com a Brigada do Reumático com discursos rebuscados inflamados e caros (anotei duas palavras novas para procurar o significado no dicionário).

Mas aprendi! Para mim, reunião de condóminos é como o aeroporto em Alcochete: Jamé! Pois...
Na madrugada seguinte, a Maria Tanicuscas estava já nos ensaios para os mortais (sim, que ela anda a arriscar-se a que eu abra uma janela da casa e a curiosidade dela faça o resto) ainda não eram 6 e meia. Tratei de a meter fora do quarto ede fechar a porta. Sem espinhas nem arrependimentos. E dormi mais uma horita.
É para aprender a não incomodar o sono da dona.
Música: You give me something, do James Morrison. E quero lá saber que não dê para dançar! Humpf...

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Avisos aos paroquianos

Recebo cerca de 350 mails da treta por dia; a maior parte vai directamente para o caixote do lixo, sem direito a ser aberto. Enfim, uma morte rápida e indolor por via da indiferença.

Não obstante, hoje abri um com uma apresentação em powerpoint que transcreve avisos afixados na Igreja paroquial de Belmonte. De acordo com os autores da apresentação, todos eles são reais, escritos com muito boa vontade e muito má redacção.

Como eu acho que boa vontade é algo que falta a muita gente, deixo aqui transcritos– como mostra de boa vontade, neste caso por via da partilha – os ditos avisos, com direito aos meus próprios comentários (mas isto não se deve à boa vontade: é mesmo porque não resisti).


Para todos os que tenham filhos e não o saibam, temos na paróquia uma área especial para crianças.

(Pessoal mais distraído… também, ninguém avisa!)

Quinta-feira que vem, às cinco da tarde, haverá uma reunião do grupo de mães. Todas as senhoras que desejem formar parte das mães, devem dirigir-se ao escritório do pároco.
(É que o pároco tem um PhD em “como ser mãe”. E gosta de partilhar...)

As reuniões do grupo de recuperação da autoconfiança são nas sextas-feiras, às oito da noite. Por favor, entrem pela porta traseira.
(Lindo. Lindo!!!! Liiiiindo! )

Na sexta-feira às sete, os meninos do Oratório farão uma representação da obra “Hamlet” de Shakespeare, no salão da igrja.
Toda a comunidade está convidada para tomar parte nesta tragédia.

(E assim se castram as veias artísticas da criançada: arrasando com críticas ainda antes que comece. Na minha terra, chama-se: cortar o mal pela raíz.)

Prezadas senhoras, não esqueçam a próxima venda para beneficiência.
É uma boa ocasião para se livrarem das coisas inúteis que há nas suas casas.
Tragam os seus maridos!

(Claro! E há lá coisa mais inútil em casa do que um marido? Só mesmo o Galo de Barcelos! Mas esse tem valor sentimental...)

Assunto da cataquese de hoje: “Jesus caminha sobre as águas”.
Assunto da catequese de amanhã: “Em busca de Jesus”.
(Deveriam acrescentar: trazer escafandro, pés de pato,...
Assim como eu tenho imensa pena que o Santo António tenha morrido sem me explicar como se desenvolve o dom da ubiquidade, creio que Moisés não terá explicado bem a Jesus aquilo de separar as águas, e caminhar sobre líquidos... e tal...)

O coro dos maiores de sessenta anos vai ser suspenso durante o verão, com o agradecimento de toda a paróquia.
(Se a minha avó lesse isto, já estava a dizer que no tempo do Salazar não era esta rebaldaria, que havia respeito pelos mais velhos. Deverei concluir que os mais velhos poderiam fazer o que quer que fosse, incluindo cantar durante todo o Verão? Vou perguntar-lhe!)

Lembrem nas suas orações todos os desesperados e cansados da nossa paróquia.
(Hum... ficou alguém de fora? Não? Óptimo, não queremos aumentar a lista do pessoal que frequenta o curso de auto-estima e que tem de entrar pela porta dos fundos. Isso é que não!)

O mês de Novembro finalizará com uma missa cantada por todos os defuntos da paróquia.
(É o famoso Coro dos Anjos... ou as Vozes do Além, já não me recordo.)


O torneio de “basquet” das paróquias vai continuar com o jogo da próxima quarta-feira.
Venham aplaudir, vamos tentar derrotar o Cristo Rei!

(Peraí... e o Cristo Rei vai encestar como, se nem consegue fechar os braços?)

O preço do curso sobre “Oração e jejum” inclui as comidas.
Versão moderna da bula…

Por favor, coloquem as vossas esmolas no envelope, junto com os defuntos que desejem que sejam lembrados.
(Tá bom, mas isso só dá para os que foram cremados. E os outros?)

Na próxima terça-feira à noite haverá uma feijoada no salão paroquial.
A seguir, terá lugar um concerto.
(Garantidamente!)

Lembrem-se que quinta-feira começará a catequese para meninos e meninas de ambos os sexos.
(Olha olha, outro que adora pleonasmos! Já não estou só. Nem eu nem o Camões...
Ainda que acho que deveria ser “..meninos e meninas de ambos os dois sexos.”)
Música: Baile da paróquia, do Rui Veloso.

Minha Pátria é a Língua Portuguesa



MANIFESTO
EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA
CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

(Ao abrigo do disposto nos Artigos n.os 52.º da Constituição da República Portuguesa, 247.º a 249.º do Regimento da Assembleia da República, 1.º n.º. 1, 2.º n.º 1, 4.º, 5.º, 6.º e seguintes da Lei que regula o exercício do Direito de Petição)

Ex.mo Senhor Presidente da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Primeiro-Ministro

1 – O uso oral e escrito da língua portuguesa degradou-se a um ponto de aviltamento inaceitável, porque fere irremediavelmente a nossa identidade multissecular e o riquíssimo legado civilizacional e histórico que recebemos e nos cumpre transmitir aos vindouros. Por culpa dos que a falam e escrevem, em particular os meios de comunicação social; mas ao Estado incumbem as maiores responsabilidades porque desagregou o sistema educacional, hoje sem qualidade, nomeadamente impondo programas da disciplina de Português nos graus básico e secundário sem valor científico nem pedagógico e desprezando o valor da História.
Se queremos um Portugal condigno no difícil mundo de hoje, impõe-se que para o seu desenvolvimento sob todos os aspectos se ponha termo a esta situação com a maior urgência e lucidez.

2 – A agravar esta situação, sob o falso pretexto pedagógico de que a simplificação e uniformização linguística favoreceriam o combate ao analfabetismo (o que é historicamente errado) e estreitariam os laços culturais (nada o demonstra), lançou-se o chamado Acordo Ortográfico, pretendendo impor uma reforma da maneira de escrever mal concebida, desconchavada, sem critério de rigor, e nas suas prescrições atentatória da essência da língua e do nosso modelo de cultura. Reforma não só desnecessária mas perniciosa e de custos financeiros não calculados. Quando o que se impunha era recompor essa herança e enriquecê-la, atendendo ao princípio da diversidade, um dos vectores da União Europeia.

Lamenta-se que as entidades que assim se arrogam autoridade para manipular a língua (sem que para tal gozem de legitimidade ou tenham competência) não tenham ponderado cuidadosamente os pareceres científicos e técnicos, como, por exemplo, o do Prof. Doutor Óscar Lopes, e avancem atabalhoadamente sem consultar escritores, cientistas, historiadores e organizações de criação cultural e investigação científica. Não há uma instituição única que possa substituir-se a toda esta comunidade, e só ampla discussão pública poderia justificar a aprovação de orientações a sugerir aos povos de língua portuguesa.

3 – O Ministério da Educação, porque organiza os diferentes graus de ensino, adopta programas das matérias, forma os professores, não pode limitar-se a aceitar injunções sem legitimidade, baseadas em "acordos" mais do que contestáveis. Tem de assumir uma posição clara de respeito pelas correntes de pensamento que representam a continuidade de um património de tanto valor e para ele contribuam com o progresso da língua dentro dos padrões da lógica, da instrumentalidade e do bom gosto. Sem delongas deve repor o estudo da literatura portuguesa na sua dignidade formativa.

O Ministério da Cultura pode facilitar os encontros de escritores, linguistas, historiadores e outros criadores de cultura, e o trabalho de reflexão crítica e construtiva no sentido da maior eficácia instrumental e do aperfeiçoamento formal.

4 – O texto do chamado Acordo sofre de inúmeras imprecisões, erros e ambiguidades – não tem condições para servir de base a qualquer proposta normativa.

É inaceitável a supressão da acentuação, bem como das impropriamente chamadas consoantes "mudas" – muitas das quais se lêem ou têm valor etimológico indispensável à boa compreensão das palavras.

Não faz sentido o carácter facultativo que no texto do Acordo se prevê em numerosos casos, gerando-se a confusão.Convém que se estudem regras claras para a integração das palavras de outras línguas dos PALOP, de Timor e de outras zonas do mundo onde se fala o Português, na grafia da língua portuguesa.

A transcrição de palavras de outras línguas e a sua eventual adaptação ao português devem fazer-se segundo as normas científicas internacionais (caso do árabe, por exemplo).

Recusamos deixar-nos enredar em jogos de interesses, que nada leva a crer de proveito para a língua portuguesa. Para o desenvolvimento civilizacional por que os nossos povos anseiam é imperativa a formação de ampla base cultural (e não apenas a erradicação do analfabetismo), solidamente assente na herança que nos coube e construída segundo as linhas mestras do pensamento científico e dos valores da cidadania.

Os signatários,

Ana Isabel Buescu
António Emiliano
António Lobo Xavier
Eduardo Lourenço
Helena Buescu
Jorge Morais Barbosa
José Pacheco Pereira
José da Silva Peneda
Laura Bulger
Luís Fagundes Duarte
Maria Alzira Seixo
Mário Cláudio
Miguel Veiga
Paulo Teixeira Pinto
Raul Miguel Rosado Fernandes
Vasco Graça Moura
Vítor Manuel Aguiar e Silva
Vitorino Barbosa de Magalhães Godinho
Zita Seabra
...


Poderão juntar a vossa voz a esta causa em Manifesto em Defesa da Língua Portuguesa contra o Acordo Ortográfico, pois todos não seremos demais.
_______________________
Nota: Este post não foi pensado, marinado, escrevinhado, etc pela Actriz Principal. Contudo, a dita Actriz subscreveu e assinou por baixo. Afinal de contas, esta é a matéria-prima que usa para expor as suas patacoadas!

domingo, 4 de maio de 2008

Breaking News

Nos últimos dias, e à conta da visita da minha rica mãezinha – visita essa que me levou a comprar pilhas para os comandos das TVs (isto de escrever TV no plural até dá a ideia que apostei seriamente no audiovisual lá em casa; desenganem-se!!!) – e à conta de outras visitas... onde ia eu? Ah!, vi mais televisão numa semana do que nos 4 primeiros meses deste ano.

Contudo, devo dizer que o balanço do que vi não é nada positivo. E chego a essa conclusão pelo simples facto de sentir muito mais de perto o que se passa no mundo quando efectivamente vejo as reportagens na TV, vis-a-vis saber das mesmas através dos jornais (hardcopy e net), manchetes do dia recebidas por mail, podcasts, rádio, fofocas e discussões com colegas de trabalho e amigos, etc.

Resta a dúvida: eu é que apanhei um choque brutal e as notícias sempre foram assim não estando eu já habituada, ou o apocalipse já esteve mais longe? Deixo apenas umas notas para ilustrar:

- um ano depois, continua a falar-se do bolinho de chocolate (nome de código, para quem não lia o Desastrada e não estará a perceber do que falo e esteja curioso sobre o que estou a escrever, clique no “bolinho” e no “chocolate”, que facilmente lá chega)

- a realidade claramente superou qualquer ficção que eu alguma vez tivesse visto com esta descoberta inqualificável na Áustria; é que nem o Thomas Harris chegou a tanto nos seus famosos escritos...

- eleições no maior partido da oposição: o pessoal do Cirque du Soleil não sente a pressão da concorrência porque eles é mais acrobatas e malabaristas... e não tanto palhaços... atente-se no facto de eu estar a opinar apenas sobre dois personagens que ainda não decidiram se avançam ou se ganham juízo...


E deixo aqui A notícia de última hora:

Manchete: Tininha muda de visual (foto não disponível)

Sempre atenta às modas e fazendo qualquer coisa para estar na linha da frente das últimas tendências, Maria Patanisca foi, na passada sexta-feira, ao seu cabeleireiro exclusivo para se preparar para o Verão, chulando a sua dona em 25€ (porque era só tosquia e não tosquia + banhoca).

O corte, escolhido entre vários que figuravam nos mais recentes catálogos vindos directamente de Paris de França, evidencia as suas lindas, sóbrias e – obviamente – naturais madeixas em tons de branco e cinza. A cauda foi alvo de um tratamento especial no qual foram removidas as pelagens excessivas (a.k.a., pêlo a mais morto que a dona não andava a escovar bem, essa grande incompetente), conferindo-lhe um ar mais ligeiro que, claramente a favorece, assim como à casa da dona no geral, que, miraculosamente, deixou de ter tufos de pêlo (nome técnico: cotão) imediatamente a seguir ao dia após limpeza da mesma.

O cabeleireiro – cujo nome e número de telefone a burra da sua dona se esqueceu de pedir – dedica-se – para grande pena da dona que não se teria importado em ser tosquiada ela mesma – unicamente a beldades de quatro patas.

Tanicuscas Lindas voltou para casa um tanto apreensiva devido ao novo look, mas foi altamente elogiada pela dona – essa babada – e posteriormente mimada pela Mana Principal (de visita), que inicialmente se riu que nem uma perdida mal a viu, ainda que previamente avisada para não o fazer. (Nota da redacção: Eu não me ri quando o maricas do teu novo cabeleireiro te cortou o cabelo e fez franja, ó palerma!)

Música: Sodade, da fantástica Cesária Évora. P., quando voltares vamos dançar, não vamos?

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Éramos uns meninos de coro!

Acabei de deparar com esta notícia (clicar no "esta" anterior para saber ao que me refiro, que eu não estou com pachorra para a descrever, vá!).

Lembrei-me que na escola preparatória (sim, que eu ainda sou do tempo em que haviam escolas preparatórias, nada de bês mais esses, com 2 mais 3 e o diabo a 4...) o máximo de mossa que o pessoal fazia envolvia atirar bombinhas de mau cheiro para dentro da sala de aula... e não explosivos e detonadores à profissional, com direito a evacuar toda a escola (quanto muito, não se entrava na dita sala e estava o caso arrumado).

Mania que os putos têm hoje em dia de se armarem em profissionais antes do tempo, pá!

Música: Eu vi um sapo, da Maria Armanda. A ver se o pessoal se acalma...

sábado, 19 de abril de 2008

An Engineer’s Guide to Cats

Não é novidade que sou uma gaja estranha: só na semana passada é que percebi que não tenho pilhas para os comandos das duas televisões que não acendo... porque praticamente não vejo TV.

Claro que existem consequências mais ou menos graves destas minhas atitudes, que passam por ser olhada de uma forma estranha quando me dizem algo sobre a “...” e eu não dou feedback (sendo que o “ “...” “ significa o nome de uma das 4.572 novelas que dão diariamente na TVI... e eu não sei o título de nenhuma... ainda que possa até contar a provável história de qualquer uma delas; chamemos-lhe Síndrome Comédia de Shakespeare*, que eu gosto muito de dar nomes a estas coisas) ou simplesmente por ter muito mais tempo para fazer outras coisas que acho realmente interessantes.

Ora, o facto de quase não ver televisão não significa que não saiba o que se passa no mundo ou deixe de ver/ouvir o que realmente (me) interessa. Digamos que tenho outros meios audiovisuais à disposição.
Como os mais de 60 podcasts que subscrevo no itunes, por exemplo.
E foi através do Best of Youtube que dei com este vídeo, que achei absolutamente brilhante. Ainda que tenha sido feito por engenheiros, está muito bom e é capaz de sensibilizar muuuuuuuiiiiito mais o público em geral (e também engenheiros) sobre o quanto é bom ter um gato (ou mais), do que mails em cadeia que falam sobre os desgraçados dos xanecos quando se encontram já numa situação difícil (não estou nem por sombras a criticar esses mails, parte-se-me o coração cada vez que recebo um e rezo para que alguma alma adopte as criaturas).
E pronto, cá fica o dito vídeo, fantasticamente elaborado por dois tipos que, ainda que sejam engenheiros, não serão tão “estranhos” como eu...




Ora cá está a minha Maria Tina, cada vez mais linda!




E há por aí tanto gatuxo à procura de donos...

* Claro que explico! Calma...
Quando fui ver As Obras Completas de Shakespeare em 97 minutos (brilhante!!!!), fiquei a saber que o William teve pouca imaginação na sua vertente para a comédia, criando obras um tanto parecidas entre si. Assim sendo, porquê escrever 16 comédias, quando poderia ter escrito... apenas uma? Deixo a questão lançada, pode ser que o Sr. Moniz a apanhe... em relação às novelas da TVI... e tal...

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Fantástico, Melga!!!!

Ontem à noite, tive a Ideia Casa/Canal Televendas no meu AP.

Quer dizer, sim, sou uma exagerada. Na prática, estive a levar uma hora de ensaboadela (neste caso, aspiradela) sobre O aspirador do momento, a saber: buterfly,... ou lá como se chama aquilo – admito que não decorei o nome, mas não é a rainbow nem a vapporetto, nem mete água pelo meio. Aliás, naquela casa, a especialista em meter água sou eu mesma. Ai!

É lógico que não queria perder uma hora e um quarto da minha vida recebendo duas personagens (o profissional das vendas e a senhora que está a aprender) que nunca tinha visto mais gordas e não pretendo ver novamente – não porque fossem antipáticos! Nada disso, o senhor até parece ter um curso completo de programação neuro-linguística e tudo. Contudo, e para desgraça da je, há cerca de um mês atrás atendi o telemóvel enquanto já dormia e concordei marcar uma demonstração do dito aspirador/limpador de estofos-camas-tapetes-paredes/removedor de ácaros/.../massajador de pêlo da Patanisca/não tira cafés/não faz francesinhas.

Simplesmente, estavam a fazer uma demonstração daquilo a que eu – e o senhor adorou – chamei sem rodeios de “A Louis Vuitton dos aspiradores”! É verdade! Considerando que a minha empregada (aliás, o diabo sob a forma de responsável das limpezas da minha casa que se lembrou de dar o meu nome para que a sua sobrinha tivesse mais uma vítima a quem tentar vender o puto do aspirador/limpador de estofos.../...não faz francesinhas) limpou a casa na terça, ontem o senhor apanhou muita poeirazinha pequenina e quase invisível. O que me deixou dormir a noite passada foi o facto do senhor me ter sossegado com um casual “não se preocupe, este pó é normal”.

O objecto em si é uma cena leve, maneirinha, ergonómica, monta-se e desmonta-se* e arruma-se bem, coisa e tal... mas é caro como a porra! E ainda bem que me mantive firme no meu “não tenha dúvidas que amei o produto, mas, para além de me dedicar a outras prioridades que me consomem o orçamento familiar “monoparental”**, estamos a falar destes valores... para um aspirador!!!”.

O giro destas coisas é perceber exactamente todos os passinhos e todo o joguinho que o senhor fazia enquanto vendedor. O seu azar é mesmo eu ser muito firme no meu “não irei comprá-lo por este preço, ainda que lhe reconheça excelentes qualidades”. Porque a simpatia, sorriso, linguagem gestual, esquema montado, deixar o contacto e não dar o preço a não ser quando se pergunta, começar por um valor estupidamente alto e ir baixando às hipóteses de comprar apenas as partes que mais interessam colocando os valores sem o IVA (que serão logo menos 20 ou 21%...), falar nas hipóteses de pagamento a prestações, pedir contactos de conhecidos que estejam interessados, etc... tudo, mas tudo isso estava muito bem montado. Azar o deles que eu seja imune a estes esquemas todos...
...mas atenção, aquilo é bom!


Música (é clicar no vídeo, vá!): Portishead - Sour Times. Por causa do sonho que tive esta madrugada...

* Então, pá! A coisa estava a correr tão bem! Não era preciso pensarem em piadinhas de fraco gosto sobre montar, desmontar, coiso e tal... aie!

** Sim, porque Tininha é uma fonte de despesas, de “largação” de pêlo a metro, mas também de inúmeras alegrias, bem sei... mas se espirra, vai ao vet. e paga consulta privada, ao passo que eu tenho seguro de saúde ou vou ao hospital. E tem mais, entreguei a declaração do IRS de 2007 e não pude considerar a Tanicuscas como dependente!!! Não acho bem...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Ai o puto do desafio...

Ainda que o pessoal esteja marreco de saber que eu não vou muito à bola com desafios (como se poderá ver ali e acolá), continuam a bater na mesma tecla (não é, Sr Porthos?) e há quase um mês atrás* fui desafiada. A verdade é que não sou gaja para me deixar ficar, admito. E pronto, as regras estão no post do Porthos, eu não passo o desafio a ninguém, quem quiser que apanhe. Mainada!

6 tretas recentes sobre a je que não interessam nem ao Menino Jesus**

1. À conta de ouvir os podcasts do The Economist sobre Democracy in America, neste momento sei mais sobre a luta Obama-Clinton do que o americano médio. Podemos aqui dividir/ramificar a conclusão:
- sim, é verdade que sei mais sobre qualquer assunto (incluindo sobre os próprios EUA) do que um americano médio, já que, enfim... adiante, para não me acusarem de coisas menos bonitas;
- ainda que seja verdade que tenha conhecimentos acima da média americana, creio que fisicamente, face (novamente) ao americano médio, devo estar no percentil 15 em termos de tamanho/volume/perímetro abdominal/IMC (e neste momento estou a precisar de deitar fora uns milhares de gramas que se colaram a mim como um encosto). Assim sendo, o melhor é estar quietinha e calada, que ainda levo um surra de criar bicho!

2. No seguimento do ponto anterior, verifica-se que estou a esforçar-me por “desencostar” estes kilinhos extra que eu não mandei vir.

3. Não uso relógio; e não me faz falta nenhuma.

4. Ainda que não use relógio, raramente chego atrasada. E detesto atrasos.

5. Ando a receber demasiado SPAM no telemóvel. Ou mensagens que não deverão ser para mim (ainda que me insufle um pouco o ego... admito)

6. Tenho a mania de dizer tudo o que penso caso me perguntem. Depois ficam lixados comigo. Pensavam o quê, que eu ia com paninhos quentes? Mas a verdade é que ainda ninguém deixou de me falar...

E pronto, uma vez mais provei ser uma tipa 100% desinteressante (como se não saltasse já à vista)...

Música: vira o disco e toca o mesmo. Não me apetece mudar...

* O que só prova que eu tardo mas não falho.
** No original: Seis coisas sobre mim que não têm importância nenhuma.

segunda-feira, 31 de março de 2008

A Oeste não se aprende nada de novo

(Nota que não tem nada a ver com o post: fui ao casamento da CK. Amei!!!)


Encontro-me a ler um pdf muito interessante, sobre como escrever ensaios e livros, e artigos... enfim, o livro é bom, bem estruturado e claramente evidencia tudo o que o meu blog (assim de repente... aleatoriamente...) terá de mal: más construções frásicas, falta de assunto, opiniões controversas... o exemplo acabado de como não escrever um texto.*

Contudo (e foi este detalhe que me levou a escrever este post), há um subcapítulo que me despertou o interesse de forma particular, com o título “Avoiding common errors in thesis statements”.
Temos então pontos relevantes, em que cada um deles passa exemplos fracos e exemplos bons.
Um desses parágrafos diz: “Don’t merely state a fact. A thesis is an assertion of opinion that leads to discussion. Don’t select an idea that is self-evident or dead-ended.”.

OK, faz todo o sentido: frases feitas não irão trazer novidade, muito menos despertar maior interesse para além de um enfadado, “ya... tasse”** .

A parte gira vem quando dão os exemplos de frase bem conseguida e de frase mal conseguida.
De acordo com o texto, a frase cliché será:
“Advertisers often use attractive models in their ads to sell products.” Pronto, não é novidade para ninguém que uma gaja boa dispara as vendas de qualquer produto. Na ausência de uma tipa estilo helicóptero, metam os Gato e a coisa também resulta.

A frase que teria sumo (ou digna de figurar num ensaio) seria:
“Although long criticized for their negative portrayal of women in television commercials, the auto industry is just as often guilty of stereotyping men as brainless idiots unable to make a decision.”

E agora, pergunto: onde é que está a novidade? Não percebo....

Música: Timbaland, o gajo que escreve músicas para tudo o que tenha duas ou três pernas e cante, faz duetos, trios, arranjos florais, tira a música de ouvido (é só enviar cassete pirata e o tipo safa-se - até parece um homen do Renascimento, um Leonardo da Vinci dos tempos modernos, mais à sua escala) com Keri Hilson: The way I are. Pois, se é assim, o livro que estou a ler chamar-se-ia "Steps to writting good" em vez de "Steps to writing well". Também, qual é o professor que hoje em dia poderá dizer que a sua principal função é ensinar? Por via das dúvidas, o Ministério da Educação já começava a facultar aulas grátis de Defesa Pessoal aos docentes... profissão de risco...

* É óbvio que não será tanto assim, porque:
- quando quero, estruturo a mensagem que pretendo passar;
- às vezes (ainda que raramente) tenho um assunto em agenda;
- ainda vou tendo o cuidado de criar uma introdução, uma explicação/desenvolvimento e um happy ending/conclusão;

- tenho esta mania de me atacar e defender, passando de um lado para o outro com a maior das velocidades; se ainda conseguisse emagrecer com o esforço...

** Há quem diga que se escreve “Ya, tá-se”. Ora, como qualquer uma está errada, é igual ao litro... digo eu.

domingo, 23 de março de 2008

Frases da Avozinha Principal

Devo desde já dizer que estou a arriscar-me como o caraças com este post, se ela me descobre por aqui, estou perdida...

No meu antigo estaminé mencionei uma vez que o mundo estava de pernas para o ar (neste post – eu deixo aqui... para facilitar); ou melhor, através de uma das minhas leituras, constatei que não há salvação para o nosso planeta (quanto aos arredores ainda não me debrucei convenientemente), quando descobri que a minha avó tem net em casa. E conta no hotmail. E messenger também. E tem mais: ela, efectivamente, acede a isso tudo.

Volta e meia lá entra em contacto comigo via messenger; tem tido azar, coitada, a maior parte das vezes estou atulhada em trabalho e não tenho tempo para lhe responder convenientemente. Numa dessas vezes, reparei que ela tem umas mensagens pessoais muito New Age, que vai variando meia volta.
Mazinha como sou, cheguei a perguntar-lhe que livro andava ela a ler para tirar frases tão... hum... inspiradoras. Fiquei desde logo sabendo que se trata do livro da Vida (tomá lá Actriz que já almoçaste! A Avozinha Principal consegue ser implacável e colocar em forma de frase todo um conjunto de lições de vida. E tu não...)

De momento, ainda me encontro meia divertida, meia concordante, já que as frases fazem todo o sentido. Atenta como (não) sou, estudei a estrutura de cada uma delas (já que o sentido é simples e claro, não deixando nada para ler nas entrelinhas) e concluí existe uma relação entre elas, a saber: vírgulas a mais.

Ora cá estão:

O mundo é extremamente interessante, para quem tem uma alma alegre.
Só quem é superficial, conhece a si mesmo.*
O mais próximo de mim, sou eu.
Se queres ser feliz amanhã, tenta hoje mesmo.
Quem olha para fora sonha,quem olha para dentro,desperta.
Tudo o que nos irrita nos outros, pode nos levar a um entendimento de nós mesmos.


Contudo, esta semana surpreendeu-me com esta:

O amor é formado por uma só alma que habita dois corpos.

Já hoje figurava esta aqui:

A violência é o único refúgio do incompetente.

Portanto, essa da vírgula já era, foi moda que durou pouco. Agora, é ler tudo de enfiada, que o tempo urge, não é?

Ai avozinha, tu é que sabes!

Música: ora cá está uma bonita versão ao vivo do famoso Trem das Onze, desta feita numa parceria entre a Ivete Sangalo e os Demónios da Garôa. Ai!, que saudades do Brasil...

* Confesso que não percebo lá muito bem esta, mas com certeza que ela terá razão...

segunda-feira, 17 de março de 2008

A mini-maratona e eu

Tenho uma ou outra ideia (chamar áquilo ideias devia ser considerado crime, já que se tratam de pequenos apontamentos sobre coisas com pouco sumo) para deixar aqui no blog, mas há que dizer que fui uma das 3.645.890 almas que se lembrou de ir à corrida de obstáculos móveis (também conhecida por mini-maratona) que decorreu ontem com partida logo a seguir às portagens da Ponte 25 de Abril, por volta da 10h30, mais coisa menos coisa.

Mais coisa menos coisa, porque a gente era tanta, que eu nem sei muito bem quando é que passei a partida e a prova terá efectivamente começado, para mim.

Desta vez tentei correr. De facto, tentei é mesmo a palavra certa. Na prática, em vez de 7 kms, calculo ter feito uns 9,5 km, à conta de andar aos Ss para ultrapassar as pessoas que iam à minha frente*. O pessoal, em vez de fazer fila indiana, gosta de dificultar de forma mais ou menos original e cria esta espécie de “portagens” humanas sem Via Verde, em que um tipo, tem de travar e esgueirar-se entre uma Xô Dona Maria e um Ti António.
Como é fácil de verificar, à custa destas portagens móveis e modernas, de tanto travar e acelerar, a sola da minhas sapatilhas (no Sul chama-se ténis... enfim, esta discussão já se tornou um clássico) sofreu, o meu pé direito ganhou bolhas, a dona do pé (eu, claro!) hoje está ainda mais desengonçada do que o habitual. Para finalizar, ganhei o aspecto rosadinho tipo José Estebes, já que esqueci-me de “botar” protector solar na cara e agora tenho um ligeiro escaldão nas maçãs do rosto e no nariz. O que vale é que até me dá um ar fofinho.

Fiquei a saber que irá sair um corneto novo, com sabor a menta. Gostei muito, sabe ligeiramente a after-eight.

E pronto, venha a Corrida da Mulher a 25 de Maio e a outra Maratona da Ponte a 28 de Setembro. Com um pouco de esforço, irei novamente à Corrida do Tejo, fui no ano passado e adorei. Um destes dias, mudo o meu nome para Forrest Gump!**

Música: Monotone, dos A Naifa. Ora aí está uma música que curto mesmo, mas cuja letra não tem nada a ver comigo!

* - Por mais gente que ultrapassasse, parecia que mais ainda brotava da terra, como cogumelos!
** - Com este post, creio estar a passar a ideia de ser uma atleta que correu o tempo todo ontem; não é verdade, devo ter corrido cerca de 70% do percurso.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Eu é que me estrago nos copos...

...e tu é que passas o Domingo a ressacar no sofá!

Fraquinha!

A pensar no gato, não?



Oops, entusiasmei-me... e tirei-lhe uma dúzia de fotos. É verdadeiramente viciante. Gosto particularmente da próxima.


E assim se passa a tarde de domingo... ela, porque eu andei a mudar de poiso... por causa do cheiro das tintas...

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Adenda ao post anterior

E por aqui se vê que:
1- trabalhar 11 dias seguidos tem consequencias. Graves.
2- O pessoal anda atento.
3- O pessoal efectivamente atenta no que eu escrevo. Isso sim, é perigoso...

O paragráfo deveria conter algo do género:

Trocado por miúdos: para estimularmos (gosto do verbo estimular, acho... estimulante!) o crescimento económico, baixamos as taxas de juro; isto representa um incentivo ao consumo, aumenta o PIB (lá está, temos crescimento) e tal... mas gera pressões inflacionárias (aumento de preços). Se aumentarmos a taxa de juro, fica mais caro pedir dinheiro, existe menor incentivo ao consumo, controla-se melhor os preços, mas o crescimento económico... pois... temos pena...

Fica aqui a correcção, mas a calinada continua lá em baixo... dá um ar de distraída e tudo... obrigada Vitor e Tavguinu pelo reparo! É bom saber que pessoal deste com neurónios pensantes, funcionantes e atentos me dá crédito... ainda que a altas taxas de juro!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Apontamentos pequeninos sobre a economia*

Lá estou eu novamente a dissertar sobre assuntos sobre os quais não possuo lá muita informação. Em vez disso tenho o conhecimento. Desta feita, sobre economia e o estado da arte. Não é arte de artista – quer dizer, até nestas áreas existem alguns, há até quem chame quem chame determinadas áreas que deveriam ser 2+2=4 de contabilidade criativa e coisas dessas – mas o state-of-the-art traduzido para a língua de Camões (a nossa, para os mais distraídos).

Em economia, existe um palavrão que mete medo (ou pelo menos deveria) a todos; senhoras e senhores, tal palavra é estagflação. (para quem percebe estrangeiro e está minimamente curioso, poderá também espreitar aqui, aqui e aqui).

Estagflação é uma daquelas palavras híbridas tipo fantabuloso... ou espantástico, só que ao contrário, porque é mau sinal. Trata-se da pior situação em que uma economia pode estar, caracterizada pela falta de crescimento económico (estagnação) e por uma constante e acentuada subida dos preços (inflação).

OK, há piores coisas na vida, sim, tudo é relativo. Mas, afinal de contas, qual é o problema exactamente? Ora, as medidas que poderão ser tomadas para resolver um problema, necessariamente aumentam o outro, e vice-versa.
Trocado por miúdos: para estimularmos (gosto do verbo estimular, acho... estimulante!) o crescimento económico, baixamos as taxas de juro; isto representa um incentivo ao consumo, aumenta o PIB (lá está, temos crescimento) e tal... mas gera pressões inflacionárias (aumento de preços). Se baixarmos a taxa de juro, fica mais caro pedir dinheiro, existe menor incentivo ao consumo, controla-se melhor os preços, mas o crescimento económico... pois... temos pena...

Que posso dizer? Hum, vem aí chatice...



A música não tem nada a ver com o post, mas eu nunca disse que era uma tipa coerente.

Pois é, pois é... há quem viva escondido... a vida intei...iei.ei..ra... Jorge Palma nos seus bons tempos (ainda não teria a cabeça consumida pela preocupação com a estagflação... ou outras cenas alucinogénias...)

* É que não me apetece trazer a público a minha opinião sobre uns discursos e uns eventos que ouvi por aí, para os quais fui convidada e fiquei a saber que eu e mais cerca de 1.000 gajos como eu não existem... e coisas afins... basta acrescentar as letrinhas Inov e passa a ser uma nova criação vinda do nada... e tal... deixem lá isso, fica o pseudo-apontamento de economia geral...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O Porto tem mais encanto…

...logo de manhãzinha bem cedo!


E a provar está esta foto, tirada no tabuleiro de cima da ponte D. Luís.

Aproveitei a oportunidade, e estou a trabalhar na Imbicta por uns dias. Deu-me na moleirinha e fui para o trabalho... a pé! Saí de casa bem cedinho e fiz uma hora de caminho. Entretanto, parei para tirar a foto.

E então, o que me acontece quando estou nestes preparos, em cima da ponte? Passa um metro (aqui é mais centímetro, a avaliar pela velocidade a que andam...), o condutor buzina, eu olho para trás... e eis que o motorista estava a dizer-me adeus e a fazer sinais para eu lhe tirar uma foto! O tipo abrandou no meio da ponte para se meter comigo, devia pensar que eu era turista ou o camandro. Haja profissionalismo...

Música: como não podia deixar de ser... Rui Veloso... Porto Sentido.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Actriz goes shopping... for fridges*

É oficial: após não funcionar e por artes mágicas voltar a funcionar... eis que o puto do frigorífico decidiu solidarizar-se com os argumentistas americanos e está em greve desde... desde há demasiado tempo! E porquê há demasiado? Porque já tive que deitar comida fora por estar estragada por falta de refrigeração, claro!

E só podia ser nesta casa, pá! Se fosse na outra, bastava ligar ao senhorio. Já nesta... enfim, as felicidades e as agruras de ter casa própria. Já não bastava ter de passar a pagar condomínio, agora tive de chamar um técnico especialista em frigoríficos.

Agora que sei que o mesmo já tem 10 anos, que já foi anteriormente consertado, que o problema se centra numa fuga de gás (a.k.a. síndrome Pinto da Costa according to Carolina Salgado), mas que também o motor do congelador se encontra em esforço e por milagre ainda não deu o peido (Pinto da Costa, olé!)**, fico com a sensação que deveria ter recorrido ao diagnóstico por parte de um especialista em geriatria...

E bom, após perceber que o arranjo de uma parte sai caro e que a outra pode avariar aqui, agora e já, achei por bem tratar de ir comprar um novo.

E fui. E comprei. E amanhã irão levá-lo lá a casa. E o espacinho para o colocar dá à justa. E vamos todos rezar para que o novo frigo caiba lá, senão terei de pensar numa solução (é que o espaço tem 60cm de largura... assim como o novo eletrodoméstico).

É nestas alturas que me sinto uma mulherzinha. Um dia destes, penso em casar, hehe!

*- Eu sei, seria mais chique se fosse “Actriz goes shopping... at Selfridges”. Quer dizer, chique porque seria no estrangeiro e temos a mania que tudo o que vem de fora é melhor. Felizmente, esse hábito começa a perder-se.
**- Sim, sou portista! Mas isso não me impede de me divertir...


Música: e porque hoje tenho copos programados... Alan Braxe e Fred Falke: Intro ou Running, não sei bem (favor clicar no DJ para ouvir). Esta música recorda-me o Via Rápida nos seu bons tempos... há demasiado tempo... ainda o frigorífico era novinho em folha!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Errus hortográficos

Esta até me deu hurticárea...

À coisas que me causam espéssie.
Naom é ke recebo um CV de uma chabala que esquereve "françês", pá!
Quer-se dizere, se noum fosse de leteras, ainda estaba cumó outero, mas assim...

Bom, detesto erros ortográficos; assumidamente. Contudo, compreendo que, volta e meia, nos escape um ou outro, alguma palavra mais complicada... não tivemos tempo de verificar num dos 43.687 sites de dicionários que pululam pela net (gosto de "pululam", faz-me lembrar... coelhinhos!). Agora... num CV!? E vindo de alguém que estuda na área de Letras! Que raio de confiança poderei eu no desempenho de alguém cuja função passa necessariamente pela correcção ortográfica, quando, no seu próprio trabalho, aperece um erro crasso deste género?

Até me arrepiei!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Nervoso (dos) miudinho(s)*

(Nota: se querem ver fotos de Maria Albertina, the Catwalk Superstar, é favor irem ao blog da Letrada, que a senhora é uma artista da objectiva – claro que a modelo, o sofá e a exposição solar também ajudaram, mas só um pouquinho, já que topa-se à légua que aquelas pics foram tiradas com muito amor)


Há coisas que me deixam doente. Para além dos vírus e bactérias da praxe, existem algumas situações que me agitam o sistema nervoso; felizmente, com o passar do tempo, são cada vez menos, uma vez que me tornei uma pessoa muito mais relaxada, que se preocupa apenas com o essencial e, quando não estou bem, mudo-me.

Mas esta...

Pá, sempre gostei de dizer que a nossa liberdade termina onde começa a dos outros. A frase não é da minha autoria (bolas, não posso ser responsável por todos os discursos brilhantes que por aí circulam, acho que 87% já é uma boa marca), mas adequa-se perfeitamente.

Costumo ir ao ginásio de manhã bem cedinho antes de começar a trabalhar, ou à hora de almoço. Ontem, para variar (mesmo!!!), fui ao fim da tarde. Até aí tudo bem, deu para lavar as vistas e não foi pouco, aquilo parece ser muito bem frequentado ao final do dia. Diria até que não é fácil encontrar tanto homem jeitoso por metro quadrado como vi ontem...

Contudo, eu frequento o ginásio por duas ordens de razões, a saber: fazer exercício e relaxar.
A primeira parte foi cumprida. Mas quando voltei para o balneário, estava uma menininha aos berros, a fazer uma fita como nem eu já sei fazer.**
O anjinho tinha acabado de voltar da piscina e, aparentemente, queria continuar a brincar com as bolinhas na água. Digamos que ela berrava estupidamente, não se calou por um segundo durante uma porrada de tempo (cá está outra expressão que eu gosto) enquanto era despida, banhada, secada, vestida... e depois, ainda esteve a mãe a secar-lhe o cabelo e a arranjar-se. E a chavaleca não fechava a matraca!!!

Para dar uma outra ideia da sequência temporal: entrei no balneário (ela já chorava), vi que tinha uma chamada não atendida, liguei de volta, falei com a mana e o papá (com um dedo no outro ouvido, para facilitar...) bebi água, passei exfoliante na cara, olhei em volta e vi os olhos das restantes senhoras a saírem das órbitas com os nervos em franja, ouvi uma ou outra a reclamar baixinho, enfiei-me no turco (graças ao bom sistema de isolamento, lá dentro quase não se ouvia nadinha!!!), saí e fui tomar banho (felizmente, o barulho da água a cair mitiga a sangria da bezerra). Só a seguir ao duche é que deixei de ouvir por completo a chavaleca.

Não seria muito mais fácil se a mãezinha daquela doçura tivesse pegado logo na fôfa, a vestisse à pressa e tivesse desandado dali para fora com ela antes do diabo esfregar o olho/bater a pestana (por favor, escolher a opção mais veloz)? Dava-lhe banho em casa, pá! Sim, eu sou uma pessoa que gosta de partilhar, mas há limites, ok? Para mim, isto já entra na falta de educação. É que, como costumo dizer, não tenho eu filhos, para depois aturar as birras dos rebentos dos outros?
Pior do que isso, só mesmo cenas destas em restaurantes... mas o Miguel Sousa Tavares é que sabe disso (é ver este artigo de opinião; não é dele e mete muitos assuntos à baila, mas a verdade é que, do mal o menos, prefiro comer e levar com fumo na focinheira, do que ter os ouvidos massacrados pelos berros de uma criancinha insuportável que me deixa os nervos em frangalhos e cujos pais não sabem controlar***).


Agora que vejo as coisas mais ao longe (sim, porque espero bem não encontrar a miúda nem a mãe tão cedo!!!), recordo-me de dois anúncios: o do IKEA, em que o tipo acorda e começa a berrar, para depois ficar rouco, ligar ao chefe e dizer que não pode ir trabalhar; e qualquer um da Duracel (e dura, dura, dura....livra!)

Música: Timbaland com Timberlake (ou seja: Terra da Madêra com Lago de Madeira), a pedir para serem libertados. Faço meu o seu pedido...

*- Ora cá está mais um dos meus fabulosos trocadilhos, desta feita “rated” como espantástico. Sim, que eu agora digo, menciono, escrevo e carimbo o nível de qualidade (não vá a ASAE lembrar-se de passar por aqui...). Enfim, faço a festa, lanço os foguetes, apanho as canas...

**- Atente-se no facto de eu ter aprendido a fazer fitas um pouco tarde, já quase a entrar na adolescência. Foi uma fase curta, que terminou já há bastante tempo... aí há uns 15 dias, mais coisa menos coisa.

***- Segundo rezam as crónicas (leia-se: contou-me a minha mãe), eu fiz uma fita uma vez na minha vida, quando era pequenina: atirei-me para o chão em plena Baixa do Porto, porque queria um brinquedo que tinha visto numa montra. Ao que a minha mãe diz, foi a primeira e última vez que fiz tal “gracinha”, pois ela levantou-me, chegou-me a roupa ao pêlo (e não sou traumatizada por isso, os meus traumas são outros, tá?) e seguimos caminho. Aparentemente, aprendi. Não sou a favor da violência, nem nada parecido, mas um sopapozinho pode até ser bastante benéfico. Se não resulta, é favor abandonar o local, porque o resto do mundo não tem culpa...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Pequeno apontamento pseudo-intelectual sobre política*

Eu bem avisei que não teria muito tempo para o blog. Contudo, e como tudo se consegue, volta e meia lá vou debitando umas patacoadas, entre um ou outro desabafo e outras ideias com pouco sumo. Enfim, o pessoal que me conhece já se habituou e tudo. Estranho é que continuem a gostar de mim.

Bom, no que toca a política, sempre percebi o básico que me permitia dizer uma ou duas frases numa conversa de circunstância, em que nunca ficaria comprometida e deixando sempre aquele ar de mistério, por vezes confundido com uma intelectualidade algo sensual. As frases eram: “hum, hum” e “pois é”. OK, admito que não seriam muito elaboradas, mas discursos políticos para confundir o pessoal eu deixo mesmo é para os políticos... ou não, mas enfim, às vezes gosto de baralhar.

Agora, ou muito me engano, ou estes manda-chuvas e oposição andam com as direitices e esquerdices completamente trocadas. É que deveriam confundir ao invés de serem confundidos. Certo?
Ao que percebi, de momento, a oposição de direita não consegue ser uma oposição de direita.** Ou melhor, mais de direita do que o actual governo (que, em teoria, seria de esquerda), só se fosse o PNR o partido líder da oposição.***

Devo dizer que me parece que o actual Primeiro Ministro (pronto, vou passar a ter o blog sob escuta, ao menos espero que gostem das músicas que por aqui vão passando - não, não mudei a música) anda a cobrir muito bem as expectativas do eleitorado de direita; contudo, foi eleito pelo pessoal que vai mais à bola com rendimentos mínimos garantidos.
Chamemos-lhe a Síndrome Marcello Caetano: faz sinal à esquerda, mas vira à direita. E depois, ainda se queixam da elevada taxa de sinistralidade nas estradas portuguesas. Pudera!

Ao que eu digo: hum, hum... pois é!

* Mas pequenino, que eu não sou o Professor Marcelo Rebelo de Sousa.

** Quer dizer, em teoria, os partidos de direita não deveriam preocupar-se com hospitais para todos, perda do poder de compra das classes mais baixas e aumento das desigualdades socias mais do que os “counterparts” de esquerda. Enfim, meteu-se de vez o socialismo na gaveta.

*** De repente, veio-me à cabeça a imagem de uma figura a jogar squash: joga sozinho, aumenta a parada para si próprio e vai a todas.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Vai um copo de tinto quentinho?

Já deu para ver que ando numa de cultura; mais precisamente, de teatro. No ano passado, liguei pouquinho, já que fui apenas ver o Hamlet (peça de orçamento reduzido no que toca ao guarda-roupa, já que o pessoal, ainda que vestido, andou descalço* o tempo todo; isto é gente com falta de visão que poupa ao tostão para gastar ao milhão. E porquê? Porque tiveram de investir imenso em brises ambiances e coisas dessas, para que o Teatro Maria Matos não fosse confundido com uma fábrica artesanal de queijo da serra).

Ah!, parti-me a rir com alguns dos Melhores Sketches dos Monty Python; o da Última Ceia e os dos gajos muito ricos mas que foram muito pobres são, definitivamente, os melhores.

Pois na semana passada diverti-me com O Avarento. Já ontem, tratei de ir ao Chapitô assistir ao Drákula.


Bom, como facilmente se poderá perceber, eu não teço comentários por aí além das peças que vejo ou dos filmes que assisto** no cinema.
Na verdade, ou gosto, ou não gosto.
E esta está mesmo muito gira. Pela história em si, pelos 3 actores que se "desmultiplicam"*** em 30 diferentes personagens... a simplicidade do cenário multifacetado, as mímicas fabulosas (sobretudo as das viagens - carruagem, comboio e barco), as expressões faciais, os pequenos detalhes de nonsense que nos faziam rir à gargalhada, a proximidade do público que cria um ambiente íntimo... gostei muito!



E é uma boa forma de acabar a semana: em comédia... já que umas horas antes a minha vida ia dando em tragédia.

Este estuporzinho com focinho de anjo estava numa de actividades radicais; a sua sorte foi eu ter uns nervos de aço, não entrar em pânico e agarrá-la no último segundo... acho que perdi 3 anos de vida em menos de 10 segundos. Porra!


Música: a propósito de uma conversa do fabuloso jantar de sábado sobre anos 80 vs anos 90, moda retro, saias tipo balão, pala na franja e coisas destas, fui desenterrar o Zap Canal, das Três Tristes Tigres, banda feminina dos anos 90... bem medidos... corpo em câmara lenta... corações mais distraídos... e matéria mais cinzenta. Hum, terá sido o Rui Reininho a escrever estas letras?

*- Aquilo é que foi um fartote para os fetichistas de pés, caramba!

** - Será mais correcto escrever "...ou dos filmes que assistia...", já que a última vez que fui ao cinema foi em Julho do ano passado. Fui ver os Simpsons. Na verdade, deve ser por estar fartinha de filmes; é que já bastam os meus, devo andar sem pachorra para ver os dos outros!

***- Adoro dizer "desmultiplicam"!